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Como é a tecnologia de construção do túnel entre Santos e Guarujá

Conexão é demanda da população há 100 anos. Método construtivo escolhido é inédito no Brasil e não envolve perfuração. Edital de licitação será lançado nesta quinta, 27, pelo presidente Lula e o governador Tarcísio de Freitas

26 fev 2025 - 20h10
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Nesta quinta-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participam juntos do evento de lançamento do edital de licitação para a concessão da obra e futura operação do túnel Santos-Guarujá, o primeiro submerso no Brasil. O leilão está previsto para 1º de agosto e a entrega do túnel, idealizado há cerca de 100 anos, para 2031.

A obra é estimada em R$ 6 bilhões e utilizará um método construtivo em que as peças de concreto serão feitas para flutuar pelo estuário de Santos, afundar no local exato do túnel, e então serem aterradas (veja no infográfico mais abaixo). Os recursos são provenientes do Estado, do setor privado e da União, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Método construtivo

De acordo com Raquel, as características do solo subaquático de Santos dificultam a construção de túnel por perfuração, o que levou o governo do Estado a escolher um método emergente, no qual as peças do túnel são imersas. A tecnologia é inédita no Brasil, mas já utilizada na Holanda, Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, entre outros países.

"Santos tem um solo bastante mole e, por isso, para ter estabilidade suficiente (pelo método de escavação), nós teríamos que fazer um túnel a pelo menos 80 metros de profundidade do fundo do estuário. Isso faria com que o túnel fosse muito maior, com um impacto muito maior tanto em Santos quanto no Guarujá, em termos de desapropriações e aumento do trajeto", explica a diretora do projeto.

Sem demandar perfuração, no método escolhido, os engenheiros escavam uma vala ao fundo do estuário onde ficará o túnel. Paralelamente, constroem peças de concreto com bolsas internas cheias de ar, totalizando uma densidade menor que a da água do estuário. Essas peças conseguem, então, flutuar até o local do túnel.

Após posicionar o fragmento de túnel sob a vala, a equipe de engenharia injeta água nas bolsas internas e, com o aumento do peso, as peças afundam até o fundo do estuário. Depois, são conectadas e aterradas. Por cima, a atividade de navios permanece a mesma.

São Paulo foi o primeiro a anunciar e aprovar a construção de um túnel submerso no País. Mas o método também deverá ser aplicado por Santa Catarina no projeto de mega túnel de ligação de 11 municípios. Conforme mostrou o Estadão, a proposta catarinense teve os estudos técnicos concluídos e estão sendo elaborados os projetos básicos.

Estadão
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