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Comitê avalia que desastre em Brumadinho pode ser maior do que o de Mariana

Acidente atingiu parte administrativa da Vale, onde trabalham funcionários da empresa; pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas

31 jan 2019 - 18h46
(atualizado em 31/1/2019 às 16h19)
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BRASÍLIA - Equipe do comitê de crise do governo federal, criado para acompanhar o rompimento de uma barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, avalia que o desastre do início da tarde desta sexta-feira, 25, pode ter proporções maiores do que o acidente ocorrido há três anos, em Mariana.

Pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Cinco haviam sido socorridas e levadas ao Hospital João 23. As vítimas socorridas foram uma adolescente de 15 anos, duas mulheres, de 22 e 43 anos, e dois homens de 55 anos. De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), todos apresentam quadro estável e passam por exames.

O acidente da tarde desta sexta-feira atingiu a parte administrativa da Vale. Trabalham na unidade 613 pessoas, em três turnos, além de 28 profissionais terceirizados. O receio é de que o número de vítimas no acidente desta sexta seja bem mais elevado, sobretudo de funcionários da empresa.

A equipe acompanha também o risco de os dejetos atingirem o Rio Paraopeba. Caso esse cenário se concretize, há possibilidade de o abastecimento de Belo Horizonte ser atingido. Uma operação de emergência, para envio de água para áreas afetadas pelo abastecimento, já começa a ser desenhada.

Mariana

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem da Samarco também em Minas, entre Ouro Preto e Mariana, soterrou o distrito de Bento Rodrigues e matou 19 pessoas. A lama que desceu da barragem destruiu flora e fauna, além de ter atingido o Rio Doce e alcançado o Oceano Atlântico pelo litoral do Espírito Santo, onde está a foz do curso d'água. O rompimento é considerado o maior desastre ambiental do Brasil. /COLABOROU JÚLIA MARQUES

Estadão
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