Comando Vermelho sequestra jovem, arranca cabeça e deixa bilhete: "CV não aceita traição"
Segundo informações, a jovem Eduarda Rodrigues, teria sido sequestrada com outras duas mulheres, supostamente ligadas outra facção, rival do Comando Vermelho.
Uma jovem de 22 anos, identificada como Eduarda Rodrigues dos Santos, foi encontrada morta e decapitada na tarde da terça-feira, 2 de setembro, no bairro Santa Lúcia, em Eunápolis, no sul da Bahia.
O corpo foi localizado na Rua São Lourenço. Ao lado, havia a cabeça da vítima e um bilhete que faz referência ao Comando Vermelho (CV), sugerindo que o crime teria sido cometido por integrantes da facção criminosa.
O texto da mensagem atribuída ao CV afirmava que a vítima teria "abraçado a ideia dos alemão contra o CV" e alertava sobre consequências de traições.
De acordo com informações preliminares, Eduarda teria sido sequestrada junto com outras duas mulheres, supostamente em razão de uma ligação com o Bonde do Maluco (BDM), facção rival do CV.
A Polícia Civil da Bahia (PCBA) abriu inquérito para investigar o homicídio e apurar a motivação do crime.
Veja bilhete
"Eu, Duda, fui para uma 'laranjada' de abraçar a ideia dos alemão contra o CV. Por isso, eu digo a todos para não fazer o que eu fiz, pois o destino é cruel. O comando não aceita traição, quem fizer, vai pagar com a vida.
E essa 'ideia' é para todos, até para os moradores que apoiam alemão. E alugar casa vai perder e será expulso das nossas áreas".
Deputado envolvido com Comando Vermelho
A Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil prenderam, na manhã da quarta-feira, 3 de setembro, o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (MDB).
O parlamentar é investigado por envolvimento em tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de atuar na negociação de armas e acessórios para a facção criminosa Comando Vermelho (CV).
A prisão faz parte de uma operação conjunta entre os órgãos federais e estaduais de segurança, que apuram a ligação de políticos com o crime organizado no estado. Segundo os investigadores, TH Joias teria atuado como facilitador de negócios ilícitos da facção, utilizando sua influência política para abrir caminhos e proteger interesses do grupo criminoso.
O MDB confirmou, em nota, a expulsão de TH Joias do partido, afirmando que não compactua com práticas criminosas e que a decisão foi tomada de forma sumária após a prisão. Já a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ainda não se manifestou sobre a manutenção ou afastamento do mandato parlamentar.