Chuva atrapalha, mas não desanima Parada Gay no Rio
- Mariana Canedo
- Direto do Rio de Janeiro
A chuva atrapalhou um pouco, mas não diminuiu a animação de quem saiu de casa neste domingo para prestigiar a 14ª Parada do Orgulho LGBT-Rio. Dezesseis trios elétricos fizeram o percurso do Posto 6 da orla de Copacabana até o Posto 2, na praça do Lido. Os carros saíram do local de partida por volta das 16h, uma hora após o previsto.
A estimativa de público divulgada pela assessoria de imprensa do evento foi de 1,2 milhão de pessoas, 600 mil a menos que o esperado. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que prestigiou o evento pela primeira vez, e outras autoridades compareceram, como o governador do Estado, Sérgio Cabral, e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
O paulista Geraldo Furtuoso Silva, que foi ao Rio pela terceira vez para participar do evento, chegou cedo ao local, mesmo com chuva. "Estou aqui para me divertir mas também para buscar nosso espaço. No fundo, temos uma causa a defender", afirmou.
Silvio Pereira, 35 anos, aproveitou o tema do evento, "Diga não à homofobia", para exaltar o espírito brasileiro contra o preconceito. De verde e amarelo da cabeça aos pés, ele segurava uma versão da bandeira nacional que, no lugar de "ordem e progresso", trazia o dizer: Brasil sem homofobia. "Estou consciente. Luto pela aprovação da lei 122/06 que homologa a criminalização da homofobia e a equipara ao racismo", disse.
A transformista Paula Braga e a colega Lorna se vestiram de Carmem Miranda. Paula disse que escolheu a fanatasia para homenageá-la. "Estamos homenageando o centenário de Carmem Miranda, que foi uma mulher revolucionária e representa muito bem o movimento gay", afirmou.
Eula Rochard, também transformista, se vestiu de guarda inglês, fazendo uma paródia relacionada à seriedade dos britânicos. "Em homenagem às Olímpiadas de Londres resolvi fazer essa brincadeira com os ingleses. São sisudos mas conheço muitos homossexuais de lá", disse.