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Cacique Raoni é transferido para hospital da Unifesp em SP após apresentar melhora

Segundo boletim médico, líder indígena apresenta boa evolução no seu quadro clínico, mas segue sem previsão de alta

19 jun 2026 - 16h48
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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi transferido na manhã desta sexta-feira, 19, do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), para o Hospital São Paulo, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na zona sul da capital paulista, onde dará continuidade ao tratamento médico.

A transferência do líder indígena contou a mobilização de instituições estaduais e federais.
A transferência do líder indígena contou a mobilização de instituições estaduais e federais.
Foto: divulgação. / Estadão

A decisão foi tomada pela equipe médica após melhora do quadro clínico do líder indígena. O governo do Mato Grosso disponibilizou uma aeronave para realizar a transferência.

Além de um médico intensivista e um enfermeiro, Raoni foi acompanhado por dois membros de sua família durante a viagem aérea. Ao longo do trajeto, ele permaneceu lúcido e orientado.

Cacique Raoni é transferido para hospital em São Paulo.
Cacique Raoni é transferido para hospital em São Paulo.
Foto: divulgação. / Estadão

O processo de transferência também contou com a participação do Dr. Douglas Antônio Rodrigues, médico do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp e responsável pelo acompanhamento da saúde do cacique Raoni há décadas.

Em São Paulo, o atendimento será conduzido pelo médico Franz Robert Apodaca Torrez, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que já colaborava com a equipe responsável pelo monitoramento do estado de saúde do líder indígena. Apesar da melhora, ainda não há previsão de alta hospitalar.

Quadro clínico grave

O líder indígena deu entrada no hospital em Sinop, Mato Grosso, na tarde do último domingo, 14, após ser transferido de avião da região de Peixoto de Azevedo, onde mora.

Ele apresentou episódios de vômito e tosse ainda no sábado, 13, mas o quadro se agravou no domingo, com "três novos episódios de vômito, associados a uma tosse persistente, dor abdominal e expectoração com pequena quantidade de sangue", segundo informou o hospital.

O boletim inicial classificou o estado de saúde como grave, exigindo monitoramento ininterrupto da equipe médica e internação na UTI.

Na última quarta-feira, 17, a equipe médica informou que o cacique Raoni apresentou melhora significativa em seu estado de saúde e passou por uma endoscopia para auxiliar na investigação diagnóstica. O procedimento ocorreu sem complicações.

Estadão
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