'Assassinaram meu filho pela 2ª vez', diz pai de Henry Borel após adiamento de julgamento
Sessão foi suspensa após advogados de Jairinho deixarem o plenário
"Assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui". A declaração do vereador Leniel Borel foi feita após o adiamento do julgamento do caso do assassinato do menino Henry Borel, nesta segunda-feira, 23.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
A sessão do Tribunal do Júri, que marcaria o início do julgamento, foi suspensa logo após a abertura, depois que a defesa do Jairinho deixou o plenário. O julgamento foi remarcado para o dia 25 de maio.
Após a interrupção, Leniel criticou a atuação da defesa e afirmou que a estratégia vem sendo utilizada para adiar o andamento do processo. "Assassinaram o Henrique pela segunda vez hoje aqui. Uma estratégia de uma defesa que eu venho avisando há bastante tempo, que vêm tentando protelar esse júri, protelar julgamentos, tentaram coagir testemunhas, tentaram me coagir, tentam me coagir quase que diariamente".
"Fazem novamente uma palhaçada, uma manobra protelatória. É um assassinato com o meu filho, comigo, com os advogados, com a Justiça. O que eles buscam é isso", disse. Em seguida, acrescentou: "Se tem alguém que vai lutar pelo Henry aqui, até que me matem, sou eu".
Durante a mesma sessão, a Justiça concedeu o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, mãe do menino, que passará a responder ao processo em liberdade. Já Jairinho permanece preso.
"É um terrorismo contra o meu filho e contra a minha família. O que foi feito aqui hoje é um assassinato, um terrorismo contra uma família que luta. É um desrespeito com a memória do Henrique e com respeito à minha família. Aqui tem um pai, aqui tem um coração de carne, aqui tem uma pessoa".
