Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Começa julgamento da morte do menino Henry Borel; relembre o caso

Pai de Henry Borel pede respostas sobre o que ocorreu no apartamento na noite do crime

23 mar 2026 - 12h51
Compartilhar
Exibir comentários

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro iniciou a manhã desta segunda-feira sob uma atmosfera de profunda comoção e clamor por justiça. O engenheiro e vereador Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, chegou ao local visivelmente abalado, vestindo uma camiseta com a foto do filho sob o paletó. Em um encontro marcado pela dor compartilhada, ele foi recebido com solidariedade por Sônia Fátima Moura, mãe de Elisa Samudio, que compareceu ao tribunal para apoiar famílias vítimas de violência. Antes de entrar para a sessão, Leniel falou com a imprensa por cerca de dez minutos, buscando as respostas que a investigação ainda tenta consolidar sobre os eventos fatais de março de 2021.

O menino Henry Borel de Medereiros tinha 4 anos
O menino Henry Borel de Medereiros tinha 4 anos
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O mistério sobre a madrugada no apartamento

A busca pela verdade sobre o que aconteceu no imóvel ocupado por Monique Medeiros e Dr. Jairinho permanece como o ponto central do embate jurídico. Leniel Borel foi enfático ao questionar a dinâmica dos fatos na madrugada em que seu filho perdeu a vida. "A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros", afirmou o pai da criança com a voz embargada. Ele reiterou a necessidade de esclarecer a cronologia daquela noite: "Esse júri precisa me responder: três pessoas entraram vivas naquele apartamento, dois adultos e uma criança. Horas depois saem dois adultos (vivos) e uma criança morta. O que aconteceu com meu filho naquele apartamento?".

O papel da defesa materna e o dever de proteção

Durante sua fala, Leniel utilizou metáforas sobre o instinto de proteção para questionar a conduta da ex-companheira, alegando que o cuidado com um filho deveria superar qualquer circunstância. Ele comparou a situação ao reino animal, mencionando que até uma galinha tenta defender os filhotes diante de uma águia. "Espero que, após esse julgamento, eu consiga viver o meu luto e que o meu filho consiga descansar em paz", completou Leniel. Ele também fez um apelo público para que a babá Thayná Oliveira compareça ao júri para prestar depoimento, considerando que ela era peça fundamental na rotina doméstica da família e poderia oferecer detalhes cruciais sobre o cotidiano no apartamento.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Pai do Henry Borel (@lenielborel)

Provas irrefutáveis e as estratégias da defesa

A assistência de acusação, representada pelo advogado Cristiano Medina da Rocha, mantém a postura de que o conjunto probatório é sólido o suficiente para uma condenação severa. Segundo Medina, as evidências de que o ex-vereador Dr. Jairinho "torturou de forma cruel" o enteado de apenas 4 anos são claras. O advogado sustenta que o crime foi viabilizado porque Monique teria "abdicado do dever sagrado de proteger o seu filho para ter uma vida de luxo" ao lado do parceiro. "Estamos vendo, nos últimos dias, manobras da defesa de Jairo no sentido de tentar adiar este julgamento. Está muito claro para toda a sociedade que são manobras protelatórias, que Jairo e sua defesa estão com medo deste julgamento", declarou o jurista.

Do outro lado, a defesa de Dr. Jairinho alega inocência e busca o adiamento do julgamento sob o argumento de cerceamento de defesa, citando a falta de acesso integral a dispositivos eletrônicos. O advogado Zanone Júnior afirmou que seu cliente está confiante nos jurados, mas questionou o rito processual atual. "Está ótimo. Ele é inocente e está triste. Cinco anos no cárcere, quem ficaria feliz? Mas está confiante, acreditamos no povo do Rio de Janeiro, nos jurados, mas não há como adentrarmos naquele plenário e, de forma decidiosa e temerária, tocarmos essa liturgia", defendeu Zanone. Enquanto isso, o clima do lado de fora do tribunal seguiu tenso, com manifestantes exigindo celeridade e punição para os envolvidos no caso que chocou o país.

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade