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Política

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Alvo da PF, senador Ciro Nogueira fala em 'pressão': 'Todo ano político é a mesma coisa'

Suspeito de receber dinheiro para atuar em favor do Banco Master, o senador afirmou viver 'tentativa de manchar sua honra pessoal'

8 mai 2026 - 18h23
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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se manifestou nesta sexta-feira, 8, sobre a operação da Polícia Federal (PF) em que está sendo investigado. O parlamentar falou em "pressão" e disse estar vivendo uma tentativa de desgastar sua imagem em meio ao cenário eleitoral.

"Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo: Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos", afirmou em nota publicada nas redes sociais.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se disse 'completamente indignado' com o que chamou de 'tentativa de manchar sua honra'
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se disse 'completamente indignado' com o que chamou de 'tentativa de manchar sua honra'
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado / Estadão

Ciro Nogueira afirmou que continuará atuando no Senado apesar da investigação. "Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim", declarou.

No mês de março, ele afirmou durante evento que renunciaria ao mandato se houvesse "denúncia comprovada" contra si. "O que vai nortear minha trajetória de vida é a minha história. E podem ter toda a certeza: se surgir algum dia na vida, alguma denúncia que seja comprovada contra o senador Ciro, eu renuncio ao meu mandato", disse.

Na quinta-feira, o parlamentar foi alvo da quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master. As investigações da Polícia Federal apontam que ele recebia mesada de R$ 300 mil de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, e "instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar" em favor dos interesses do banqueiro.

A PF também diz ter identificado o custeio de estadias em hotéis de luxo em Nova York, despesas em restaurantes de alto padrão e a disponibilização de um cartão de crédito de Vorcaro para uso pessoal do senador.

A defesa do senador afirmou que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".

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A operação também atingiu Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro. Ele é administrador da CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que, segundo a PF, era usada como um "mecanismo dissimulado" para repassar vantagens financeiras ao senador.

O caso do Banco Master está entre as maiores fraudes financeiras da história recente do País, com um rombo estimado em mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As investigações apontam fraude sistemática, emissão de títulos fictícios e desvios de recursos, o que levou à intervenção no banco, que foi liquidado (encerrado) pelo Banco Central, e prisão de Vorcaro.

Segundo a PF, ele possuía uma rede ampla de conexões políticas em Brasília, incluindo ministros do STF e integrantes do Congresso Nacional, motivo pelo qual a crise tem respingado em autoridades dos Três Poderes.

Estadão
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