Leniel Borel se revolta com soltura de Monique Medeiros: 'Meu filho foi assassinado pela segunda vez'
Leniel Borel desabafou em suas redes sociais, nesta segunda-feira, 23, após a juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), decidir nesta segunda-feira, 23, conceder liberdade a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré do crime, ao lado do padrasto do menino, Dr. Jairinho.
"Meu filhinho Henry, não merecia isso! Meu filho foi assassinado pela segunda vez. A defesa de Jairo abandonou a audiência e Monique foi solta. Justiça pelo meu filho Henry Borel", escreveu ele em uma postagem no Instagram.
Nos Stories, ele lamentou a decisão da juíza e disse: "Enquanto lutamos pela verdade, a Monique recebe liberdade provisória. Meu filho não teve segunda chance, mas os réus seguem sendo beneficiados. É um soco no estômago de quem busca a justiça há 5 anos. Não descansarei até que os culpados paguem", desabafou o pai de Henry e vereador no Rio de Janeiro.
Monique responde a acusações graves, incluindo homicídio por omissão qualificada, tortura, coação e fraude processual. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ela tinha ciência das agressões sofridas pela criança e teria permitido que os abusos continuassem. O principal apontado como autor das violências é o ex-vereador e padrasto da criança, Dr. Jairinho.
Os advogados dela, no entanto, sustentam que Monique vivia sob um relacionamento abusivo e que também era vítima de manipulação e violência psicológica.
Apesar do início da sessão nesta segunda-feira, 23, o julgamento foi adiado ainda no primeiro dia após a defesa de Dr. Jairinho abandonar o plenário. A decisão foi tomada pela juíza responsável pelo caso, que considerou a conduta dos advogados um ato que comprometeu o andamento regular do júri.
Segundo a magistrada, a saída da defesa foi vista como uma estratégia indevida e prejudicial ao processo, o que levou à suspensão da sessão. Com isso, o julgamento deverá ser remarcado para uma nova data, ainda sem definição oficial no momento.
O laudo pericial elaborado pelo Instituto Médico Legal, que concluiu que Henry, de apenas 4 anos, sofreu 23 lesões pelo corpo antes de morrer, em março de 2021. O documento afastou a hipótese de acidente doméstico, reforçando a tese de violência sistemática.