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Após protesto, manifestantes acampam em frente à sede do governo de SP

3 ago 2013
13h51
atualizado às 13h51
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Após participar do protesto contra os governadores paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e fluminense, Sérgio Cabral (PMDB), em São Paulo na noite de sexta-feira, um grupo acampou em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. No início da tarde deste sábado, os manifestantes permaneciam sentados na calçada em frente ao prédio.

Depois de participar de protesto, grupo acampanhou em frente ao Palácio dos Bandeirantes em São Paulo na madrugada deste sábado
Depois de participar de protesto, grupo acampanhou em frente ao Palácio dos Bandeirantes em São Paulo na madrugada deste sábado
Foto: Luiz Claudio Barbosa / Futura Press

O grupo também protesta contra o desaparecimento do pedreiro carioca Amarildo de Souza e pede a desmilitarização da polícia. Segundo a Polícia Militar, a situação é pacífica no local.

No início do acampamento, ainda na noite de ontem, uma pessoa tentou romper a barreira policial em frente ao palácio e foi detida. O movimento começou com cerca de 50 pessoas e, de acordo com a PM, por volta das 11h, cerca de 15 ainda permaneciam acampados.

O protesto da noite de sexta-feira iniciou com cerca de 400 pessoas na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, por volta das 20h, após concentração no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Quando a movimentação começou, algumas lojas fecharam as portas, com os clientes ainda dentro, com medo de depredação. Antes de iniciar a marcha, os manifestantes tiveram muitas divergências sobre o trajeto e se ocupariam toda as vias das avenidas que percorreriam.

A passeata foi cercada pela Polícia Militar, que acompanhou a manifestação. No início do ato, o coronel Reynaldo Simões dialogou com alguns manifestantes e pediu maturidade durante o ato.

Mais tarde, um grupo entrou em confronto com policiais militares em frente à Assembleia Legislativa (Alesp), na região do parque do Ibirapuera, zona sul da capital – cerca de 80 pessoas queriam entrar no prédio, e a polícia fez um cordão de isolamento, de acordo com informações do Jornal da Globo. Ao menos uma pessoa foi detida.

Na frente da barreira começou uma confusão. A PM usou cassetetes e lançou bombas de gás lacrimogênio em direção aos manifestantes – dois manifestantes e um policial ficaram feridos.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

 

 

 

Fonte: Terra

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