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CES 2026: IA e robótica devem dominar o maior salão de tecnologia do mundo, diz consultor brasileiro

A CES (Consumer Electronics Show), maior feira de tecnologia do mundo, realizada anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos, abre o calendário mundial do segmento desde 1967. No ano passado, a CES atraiu mais de 140 mil pessoas de 158 países. O consultor em tecnologia Henrique Ono explicou à RFI sua iniciativa de organizar uma missão de curadoria para ajudar a divulgar e facilitar o acesso às tecnologias de ponta por executivos brasileiros. Em 2026, o evento acontece de 6 a 9 de janeiro.

7 jan 2026 - 16h15
(atualizado às 16h36)
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Henrique Ono destaca que a CES é uma feira pioneira no segmento de tecnologia."As principais tecnologias foram lançadas na CES. O videocassete, o Discman, o videogame Atari — na época ainda uma startup — foram descobertos nessa feira. Em tempos mais recentes, a própria Microsoft lançou edições do sistema operacional Windows durante o evento. No ano passado, por exemplo, a Nvidia, cujo fundador e CEO é Jensen Huang, utilizou a feira para apresentar lançamentos da empresa ao público mundial", explica.  

O consultor em tecnologia brasileiro, Henrique Ono, participa do maior evento anual de tecnologia do mundo, a CES 2026 em Las Vegas, este ano de 6 a 9 de janeiro.
O consultor em tecnologia brasileiro, Henrique Ono, participa do maior evento anual de tecnologia do mundo, a CES 2026 em Las Vegas, este ano de 6 a 9 de janeiro.
Foto: © Arquivo pessoal / RFI

Embora o Brasil esteja entre os 20 países que mais enviam visitantes, a participação brasileira ainda é considerada pequena, representando cerca de 0,5% do total, aproximadamente 450 pessoas dos mais de 141 mil participantes esperados para a edição de 2026. 

"Eu acredito que atualmente a participação brasileira é pequena por desconhecimento dos C-levels e das diretorias, das pessoas que trabalham nas empresas. Basicamente, ela não é uma feira tão fomentada no Brasil", lamenta Ono. 

Segundo ele, essa desconexão faz com que as empresas brasileiras discutam temas tecnológicos com atraso. "Os assuntos ligados à tecnologia abordados nas empresas do Brasil são temas que já foram tratados na CES uma, duas ou três edições antes. Por isso, acho muito importante diminuir esse tempo entre o lançamento de uma tecnologia aqui em Las Vegas e sua chegada às discussões nas empresas brasileiras", aponta. 

Objetivo da missão brasileira na Consumer Electronics Show

Henrique Ono, que participa pela sexta vez da CES, explica que sua principal intenção é levar o conhecimento das novas tecnologias aos empresários no Brasil. "Eu pessoalmente tenho a iniciativa de conectar e levar esse conteúdo cada vez mais, para mostrar a importância da feira para os brasileiros". 

"A missão brasileira é, de fato, fazer uma curadoria. Porque é uma feira muito grande: são mais de 4.500 expositores em quatro dias. Então, a ideia é entender os objetivos individuais de cada pessoa e empresa para montar uma trilha personalizada e explorar as tecnologias mais relevantes", destaca. 

Atualmente, nenhuma empresa do Brasil integra a delegação de expositores da feira. Mas o consultor sugere soluções para estimular uma futura participação brasileira na CES por meio de parcerias com outros países. Segundo ele, países como França, Israel, Japão e Coreia do Sul alugam espaços na CES para levar expositores de suas delegações e integrar parcerias. 

Inteligência Artificial e robótica dominam as tendências 

Antes mesmo do primeiro dia da CES, que começou oficialmente na terça-feira (6), Henrique Ono avaliou o evento de prévia da feira, o CES Unveiled, realizado no domingo (4), que elenca algumas empresas que tiveram destaque com soluções ou produtos inovadores. "Eu pude observar basicamente todo mundo falando de Inteligência Artificial, mas também muitas aplicações de IA, principalmente na área de saúde", diz o consultor. 

"Muitas empresas de saúde, as health techs, estão criando soluções que vão desde softwares até dispositivos para combater a solidão, voltadas para pessoas da terceira idade, e para ajudar no monitoramento de saúde. Foi o spoiler que eu vi nesse evento antecipado", destaca Ono. 

Aplicações práticas e impacto no mercado brasileiro 

Em seu trabalho como empreendedor, Henrique Ono sublinha a aplicação de tecnologias obtidas por ele em edições anteriores da CES em sua consultoria personalizada de viagens, a 'Viajante Pro', criada há dois anos. "Existem algumas tecnologias de IA que permitem prever estatísticas de precificação de voos ou hospedagens e acompanhar a aviação. Nós conseguimos indicar ao cliente qual é a chance de preços caírem ou de determinado voo atrasar, baseado em estatísticas", explica. 

Por fim, Henrique Ono aposta em novidades em robótica na feira, devido ao crescimento expressivo da robótica humanoide observado na CES. O setor de robótica da Consumer Electronics Show cresceu quatro vezes em um ano. 

"Acredito que vai haver muita discussão sobre Physical AI, basicamente, a Inteligência Artificial associada a um dispositivo físico. Veremos muitas soluções voltadas para robótica. Aliás, este ano a CES criou uma área específica para expositores com soluções humanoides. No ano passado, havia cerca de 20 empresas; este ano, entre 80 e 100. Ou seja, quatro vezes mais de um ano para outro", conclui. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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