Brasil não assina declaração de apoio à Ucrânia na OEA
Ao todo, 24 dos 34 países apoiaram o texto lido na reunião
O Brasil foi um dos países que não assinaram uma declaração de apoio à Ucrânia e condenação da invasão da Rússia lida na 52ª edição da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A declaração foi apresentada pela Guatemala e, embora tenha sido lida durante a cúpula, não constitui um documento oficial da Assembleia, que vem sendo realizada em Lima, no Peru.
O texto, denominado "Apoio contínuo ao fim da agressão russa na Ucrânia", ganhou assinaturas de 24 dos 34 países participantes do grupo, como Estados Unidos, Chile, Uruguai, Colômbia e Equador. Algumas das nações mais importantes da região, que são os casos de Argentina, Brasil e México, não aderiram.
O documento declara a "condenação renovada e forte da invasão ilegal, injustificada e não provocada da Ucrânia", e sublinha "a imensa preocupação com a indiferença e o desprezo por parte da Rússia para as recomendações da OEA sobre a retirada de suas forças militares da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas".
Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, declarou que "é essencial estarmos unidos para condenar os referendos fraudulentos da Rússia como uma violação do direito internacional e rejeitar inequivocamente qualquer tentativa de anexação ilegalmente o território ucraniano".
A reunião anual da OEA começou na última quarta-feira (5) com um vídeo do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. .