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Bolsonaro nomeia Mendonça e Ramagem para Justiça e PF

28 abr 2020
10h20
atualizado às 10h37
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Novo ministro da Justiça, André Mendonça era advogado-geral da União e tem interlocução com ministros do STF. Alexandre Ramagem, nomeado como diretor-geral da PF, é amigo de Carlos Bolsonaro.O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta terça-feira (28/04) o advogado André Luiz de Almeida Mendonça como sucessor do ex-juiz federal Sergio Moro no cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. O presidente também confirmou o delegado Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal. Ambas as nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União.

Ao anunciar sua demissão, Moro acusou Bolsonaro de interferência política na PF
Ao anunciar sua demissão, Moro acusou Bolsonaro de interferência política na PF
Foto: DW / Deutsche Welle

As duas substituições ocorrem após Bolsonaro exonerar o diretor-geral da PF Maurício Valeixo, que havia sido indicado por Moro, levando à demissão do ex-juiz da Lava Jato da pasta da Justiça. Moro acusou o presidente de interferência política na PF.

Mendonça comandava até agora a Advocacia Geral da União (AGU), a qual integrava desde 2000, e será substituído pelo até então procurador-geral da Fazenda, José Levi do Amaral. O novo ministro da Justiça é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília e atuou como advogado na Petrobras entre 1997 e 2000.

Mendonça foi escolhido para o cargo de titular da AGU logo após a eleição de Bolsonaro, em novembro de 2018. Segundo o portal G1, ele tem interlocução com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o qual nesta segunda-feira autorizou um inquérito sobre as declarações feitas por Moro em seu pronunciamento de demissão.

Ramagem, por sua vez, ocupava o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e é amigo dos filhos do presidente, especialmente do vereador Carlos Bolsonaro.

Segundo divulgou o jornal Folha de S. Paulo no último fim de semana, a PF identificou Carlos como um dos líderes de um esquema criminoso de produção e propagação de notícias falsas, de acordo um inquérito sigiloso conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Folha apontou que os investigadores da PF não têm dúvidas de que a decisão do presidente Bolsonaro de exonerar o diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, e pressionar o Ministério da Justiça a substitui-lo por um nome mais dócil aos interesses do Planalto está ligada às conclusões do inquérito. De acordo com a Folha, além de identificar Carlos, a PF investiga a participação de outro filho do presidente, o deputado Eduardo, no esquema de fake news.

LPF/ots

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