Esposa e filha pequena de Pedro Bial são assaltadas em SP: 'O pior do Brasil nos atropelou'
Jornalista Maria Prata compartilhou o vídeo feito pelas câmeras de segurança da rua que mostraram todo o desenrolar do assalto
Maria Prata, jornalista e esposa de Pedro Bial, desabafou sobre assalto sofrido com a filha em São Paulo, destacando o impacto emocional e reflexões sobre a violência no Brasil.
A jornalista Maria Prata fez um triste desabafo nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira, 23, ao compartilhar registros de uma câmera de segurança que captaram o momento em que ela era assaltada, no bairro da Lapa, em São Paulo. Maria, que é casada com o também jornalista Pedro Bial, estava acompanhada pela filha dos dois, Dora.
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A comunicadora contou que estava andando em direção a um prédio após estacionar o carro a cerca de 20 metros de distância quando foi abordada por um motociclista armado, que usava uma mochila de entregador, lhe pedindo para entregar os pertences. A ação aconteceu às 11h51 da última quinta-feira, 22, e durou cerca de 1 minuto e 20 segundos.
Na legenda, Maria Prata detalhou que o assaltante pediu a senha de desbloqueio de seu aparelho celular. "Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. 'Repete! A senha!!' 'Eu abro o celular pra você!' 'A senha!! Você é polícia?!' Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu", descreveu.
A angústia sentida pela jornalista foi acentuada pela presença da filha no momento do crime. Maria Prata contou que Dora não entendeu o que estava acontecendo de imediato.
"Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, 'quero ir pra casa, mamãe'. Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo", contou.
A jornalista continuou o relato detalhando que a menina passou o dia falando sobre a situação. "São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara", escreveu Maria Prata.
Ela finalizou refletindo que há coisas piores a se passar na vida. "Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente. Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou", disse.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil não localizou, até o momento, registros relacionados ao fato.
"Caso o boletim tenha sido feito eletronicamente, há um prazo de até 48 horas para confirmação da ocorrência. Após a validação, a vítima será informada por e-mail e pela própria Delegacia Eletrônica sobre os próximos passos. Todos os casos, uma vez validados, são encaminhados à delegacia territorial da área correspondente para investigação, visando o total esclarecimento dos fatos, um prazo legal para seu deferimento", diz a pasta.
