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Após ataques, arcebispo de SP diz que vermelho é cor de cardeais

Odilo Scherer ainda afirmou que Brasil vive 'tempos estranhos'

17 out 2022 - 14h07
(atualizado às 14h49)
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O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, foi alvo de ataques nas redes sociais após postar uma reflexão sobre se valia a pena brigar por questões políticas e fez uma série de postagens explicando os motivos da cor de sua batina.

Dom Odilo Scherer foi às redes sociais explicar cor de seus trajes religiosos
Dom Odilo Scherer foi às redes sociais explicar cor de seus trajes religiosos
Foto: Divulgação/Arquidiocese de São Paulo / Ansa - Brasil

Muitos religiosos católicos estão sendo acusados de usar a cor vermelha para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), sem saber sobre a motivação do uso do tom na liturgia da Igreja Católica.

"Se alguém estranha minha roupa vermelha (perfil), saiba que a cor dos cardeais é o vermelho (sangue), simbolizando o amor à Igreja e prontidão ao martírio, se preciso for. Deus abençoe a todos. Mas? ninguém machuque ninguém!", escreveu em seu Twitter neste domingo (19).

Dom Scherer ainda aproveitou para se manifestar sobre a atual situação do Brasil neste momento. "Tempos estranhos esses nossos! Conheço bastante a história. Às vezes, parece-me reviver os tempos da ascensão ao poder dos regimes totalitários, especialmente o fascismo. É preciso ter muita calma e discernimento nesta hora", postou ainda.

O arcebispo ainda pontua que é "a favor da família, contra o aborto e toda a violência contra a pessoa; não aprovo comunismo nem o fascismo; sou a favor da moral dos mandamentos de Deus".

"Escrevi muitos artigos contra o aborto, colocando claramente minha posição. Escrevo toda semana um artigo no Jornal O São Paulo. Ver no Portal http://arquisp.org desafio alguém encontrar pauta a favor do aborto! Envio muita mensagem p/Twitter. Alguém quer conhecer? Olhe lá. Para ser mais claro: parece-me reviver os tempos da ascensão do fascismo ao poder. E sabemos as consequências?", finalizou.

Os ataques contra membros da Igreja Católica se intensificaram desde a ida do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no dia da padroeira, em 12 de outubro. Grupos de apoiadores do mandatário chegaram a vaiar religiosos durante as orações. .

Ansa - Brasil
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