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Bolsonaro volta a associar Argentina à Venezuela e pede a Deus reeleição em 2022

Em cerimônia militar na Aman,em Resende, presidente criticou as Forças Armadas venezuelanas e o governo de Alberto Fernandez na Argentina

17 out 2020
12h53
atualizado às 13h19
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RESENDE (RJ) - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, na manhã deste sábado, 17, o governo de Alberto Fernandez na Argentina. Ao alegar que o Brasil estava perdendo a liberdade por volta de 2014, o mandatário também citou a Venezuela para contrapor o seu mandato e se posicionar politicamente na região. Em cerimônia na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), no município de Resende, o presidente disse esperar estar de volta em 2023, reeleito.

"Hoje assistimos um país mais ao norte (Venezuela) onde as Forças Armadas resolveu (sic) enveredar por outro caminho. A liberdade, aquele povo, nosso irmão, perdeu", disse. "Mais ao Sul, outro país (Argentina) parece querer enveredar pelo mesmo caminho.. Peço a Deus que eu esteja errado, peço a Deus que salve nossos irmãos mais ao Sul."

Bolsonaro foi à Academia Militar das Agulhas Negras para participar da cerimônia de entrega de espadins aos cadetes da Turma Centenário da Missão Militar Francesa no Brasil. Estiveram com ele no sul fluminense o vice-presidente, Hamilton Mourão, e os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, da Casa Civil, Braga Netto, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, além dos deputados federais Major Vitor Hugo (PSL-GO) e Hélio Lopes (PSL-RJ).

Além de abordar a política dos países vizinhos, o presidente comentou que espera estar de novo com os cadetes em 2023, quando a turma que recebeu os espadins nesta manhã se formará na Aman - o primeiro mandato de Bolsonaro já terá findado. Ele pediu a Deus para poder ser presidente de novo e comparecer à formatura. "Faltam ainda três anos e poucos pela frente. Eu peço a Deus para estar aqui com vocês em 2023, numa cerimônia bem maior."

Bolsonaro chegou à Aman sem falar com a imprensa. No curto caminho entre o Hotel de Trânsito e a Academia, ele acenou a apoiadores e aos guardas que controlavam o acesso ao evento. Fechada, a solenidade foi transmitida pela TV Brasil.

Na noite desta sexta-feira, Bolsonaro já estava no sul fluminense. Ele visitou um posto da Polícia Rodoviária Federal e, sem máscara, foi comer cachorro quente e posar para fotos com apoiadores no carrinho que sempre frequenta quando está na cidade. O presidente serviu ao Exército na Aman na década de 1970.

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Estadão
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