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Bolsonaro: Não condenarei povo à miséria para agradar mídia

Após chamar o novo coronavírus de 'gripezinha', presidente escreveu que não quer descaso com a doença

25 mar 2020
22h59
atualizado às 23h07
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (25) que não vai condenar a população "à miséria" para receber elogio da mídia ou de quem "até ontem assaltava o País". "Se estivesse pensando em mim, lavaria as mãos e jogaria para a plateia, como fazem uns. Penso no povo, que logo enfrentará um mal ainda maior do que o vírus se tudo seguir parado", escreveu o presidente em sua conta oficial no Twitter.

O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro
Foto: Wagner Pires / Futura Press

A questão econômica tem permeado os discursos de Bolsonaro nos últimos dias. Em pronunciamento nesta terça-feira, 24, o presidente criticou autoridades estaduais e municipais que proibiram transporte e determinaram o fechamento dos comércios e o confinamento em massa.

A pressão para o fim da medida, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vem de investidores que tiveram perdas na Bolsa de Valores

Na rede social, Bolsonaro escreveu ainda que não há como dessassociar emprego de saúde e, sem produzir, empresas não terão como pagar salários e servidores deixarão de receber. "Chega de demagogia! Não há saúde na miséria", disse.

Com a justificativa de preservar a economia do País, Bolsonaro tem defendido a flexibilização da quarentena a partir da ideia de 'isolamento vertical', que compreende apenas os grupos de riscos.

Nesta quarta, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alinhou seu discurso ao do presidente e afirmou que é preciso melhorar a quarentena. "Não ficou bom. Foi precipitado, foi desarrumado", disse.

Após chamar o novo coronavírus de "gripezinha", o mandatário afirmou não querer descaso com a doença. "Não queremos descaso com a questão da Covid-19. Apenas buscamos a dose adequada para combater esse mal sem causar um ainda maior. Se todos colaborarem, poderemos cuidar e proteger os idosos e demais grupos de risco, manter os cuidados diários de prevenção e o país funcionando."

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Estadão
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