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Bolsonaro diz que Trump pode vir à América do Sul visitar 'países que abandonaram a esquerda'

Presidente brasileiro participa de evento pelos 243 anos da independência americana

4 jul 2019
01h23
atualizado às 10h56
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BRASÍLIA - Em discurso na embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, nesta quarta-feira, 3, o presidente Jair Bolsonaro se comparou ao presidente Donald Trump e disse que o presidente americano pode vir à América do Sul este ano. Bolsonaro disse que conversou com Trump sobre a possível viagem em Osaka, no Japão, onde os dois participaram da reunião do G-20.

"Nessa viagem ao Japão fiz uma solicitação a ele, talvez ele venha à América do Sul, onde reuniríamos os países que abandonaram a esquerda e foram para o centro e para a centro-direita", discursou Bolsonaro no evento.

O presidente também disse que o Brasil e os EUA estiveram "um pouco afastados" nas últimas décadas. "O nosso governo veio para deixar de lado o viés ideológico. Veio se aproximar de países com ideologias semelhantes em busca de dias melhores para todos nós", continuou.

Ele também lembrou os dois encontros que teve com Trump, sendo um deles no período pré-eleitoral americano. "O que ele sofreu no período pré-eleitoral eu sofri aqui. A população fez o que o seu coração determinou, o contrário do que diziam especialistas", afirmou.

Bolsonaro também agradeceu a mensagem de Trump para que o Brasil ocupe a posição de aliado extra na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e por ter feito "vários contatos" para que o País ingresse na OCDE. "Ele nos atendeu, fez vários contatos, contatou o Binyamin Netanyahu (Israel) e ele foi um dos primeiros países a concordarem com nossa entrada na OCDE."

O presidente também contou que falou reservadamente com Trump sobre a Venezuela. "Queremos que outros países enveredem para esse lado. Devemos lutar pela nossa liberdade. Todos temos que ter alguém muito forte ao seu lado", discursou.

Bolsonaro participou de um coquetel na embaixada dos Estados Unidos para comemorar o aniversário de 243 anos da independência americana. Acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsanaro, o presidente entrou no evento ao som da música Born In The U.S.A., do cantor Bruce Springsteen.

O chanceler Ernesto Araújo também esteve na cerimônia, além de outros ministros do governo como Sérgio Moro (Justiça), Augusto Heleno (GSI), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Paulo Guedes (Economia). Em vídeo exibido no início do evento pela embaixada, ganhou destaque o acordo de salvaguardas tecnológicas, assinada por Bolsonaro em março (veja abaixo).

O encarregado de Negócios da embaixada, William Popp, classificou a presença de Bolsonaro como "histórica". "No último ano nossa parceria está se tornando ainda mais forte", disse o diplomata, lembrando a visita do presidente brasileiro aos EUA. Popp também destacou a importância de criar mecanismos para investimentos e fomento de uma relação comercial mais dinâmica entre os países.

Estadão
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