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"Até eu tenho medo de me deparar com o ICE", afirma Wagner Moura sobre imigração nos EUA

O artista mencionou que a natureza das abordagens realizadas por agentes dessa instituição gera temor, especialmente pela possibilidade de desfechos fatais em confrontos diretos

19 fev 2026 - 19h35
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O ator brasileiro Wagner Moura, reconhecido pela indicação ao Oscar por seu trabalho em "O Agente Secreto", discutiu em entrevista recente ao jornal El País o panorama das políticas de imigração nos Estados Unidos. O foco central da conversa foram as medidas de controle adotadas durante a gestão de Donald Trump e o impacto dessas ações na sociedade.

Wagner Moura
Wagner Moura
Foto: Caio Lírio / Divulgação / Perfil Brasil

O ator expressou sua perspectiva pessoal sobre o órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). O artista mencionou que a natureza das abordagens realizadas por agentes dessa instituição gera temor, especialmente pela possibilidade de desfechos fatais em confrontos diretos.

"Estamos atravessando um momento muito feio; até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos", declarou o ator.

Durante a entrevista, o ator estabeleceu uma comparação entre os métodos utilizados por movimentos de extrema-direita no Brasil e em território estadunidense. Para Wagner Moura, existe uma repetição de comportamentos que visam descredibilizar instituições e grupos profissionais específicos, como jornalistas, universidades e a classe artística.

"Vivemos tempos muito tristes. É curioso como se repetem os mesmos padrões que ocorreram no Brasil. Por exemplo, demonizar os atores, os artistas, os jornalistas e as universidades. A extrema direita no Brasil foi muito eficaz em transformar, diante das pessoas, os artistas brasileiros em inimigos do povo. Com um discurso com mensagens como a de que essa gente vive do dinheiro público. Ou como conseguiram fazer com que a verdade desaparecesse".

Outro ponto abordado foi a evolução do papel das redes sociais na política. Wagner Moura relembrou a percepção pública de dez anos atrás, quando ferramentas como o Facebook eram vistas como meios para a democratização da informação. Contudo, ele aponta uma mudança estrutural na atualidade.

"Hoje é evidente a união entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita. De alguma forma, nós, os progressistas, perdemos a batalha das redes sociais. Mas é preciso continuar insistindo, continuar lá, com pequenas desobediências", afirmou.

O ator concluiu sua análise reforçando que a atual convergência entre grandes empresas de tecnologia e setores políticos alterou o campo de debate público, exigindo uma presença constante e crítica nesses ambientes digitais.

Perfil Brasil
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