Aprovação de Donald Trump atinge o menor patamar do segundo mandato
Pesquisa Reuters/Ipsos indica queda de aprovação para 36% em uma semana, influenciada por conflitos no Irã e alta no custo de vida nos Estados Unidos
O índice de aprovação do governo de Donald Trump registrou redução, atingindo o nível mais baixo de seu segundo mandato, conforme dados da pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (24). Em um intervalo de sete dias, o apoio ao governo recuou de 40% para 36%. O levantamento consultou 1.272 adultos norte-americanos entre os dias 20 e 23 de março de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
De acordo com a análise dos dados, a retração na popularidade está vinculada à atuação militar dos Estados Unidos na guerra contra o Irã. Além do conflito externo, a alta nos preços dos combustíveis foi identificada como um fator determinante para o desgaste da imagem do presidente republicano.
Historicamente, a taxa de aprovação de Trump iniciou sua presidência em 47%, mantendo uma média de 40% desde meados do ano passado. Atualmente, a percepção econômica também apresenta índices baixos: apenas 25% dos entrevistados aprovam a condução do governo em relação ao custo de vida, tema central da campanha de 2024.
A desaprovação avançou inclusive entre eleitores do Partido Republicano. O levantamento aponta que a proporção de aliados que desaprovam o desempenho de Trump subiu de um para cada sete, na semana anterior, para um em cada cinco na medição atual. No recorte específico sobre o custo de vida, a rejeição entre republicanos passou de 27% para 34% em uma semana.
Apesar da redução na popularidade presidencial, os sinais de impacto nas eleições legislativas de meio de mandato são reduzidos. Segundo a pesquisa, 38% dos eleitores consideram os republicanos mais preparados para a gestão da economia, enquanto 34% indicam preferência pelos democratas.
O apoio popular às ofensivas dos Estados Unidos contra o Irã registrou oscilação negativa, passando de 37% para 35%. Simultaneamente, a desaprovação aos ataques militares subiu para 61%. Em sondagens anteriores, realizadas entre o final de fevereiro e o início de março, o apoio era de 27%, com 43% de desaprovação e 29% de indecisos. Nas atualizações recentes, a opção "não sei" foi removida do questionário, e 5% dos participantes preferiram não responder.