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Política

Flávio Bolsonaro chama prisão domiciliar temporária de 'exótica' e Carlos vê 'migalha ditatorial'

Senador e pré-candidato à Presidência disse que medida 'não existe na legislação'

24 mar 2026 - 18h58
(atualizado às 20h15)
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O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder prisão domiciliar temporária ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em entrevista a diversos veículos, Flávio classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes como "exótica". "Isso não existe na legislação. Me soa contraditório esse aspecto. Se parte do princípio que ele está tendo uma domiciliar humanitária porque o local onde ele está há risco de agravamento do seu quadro de saúde", disse ele em entrevista.

Sobre a possibilidade do ex-presidente voltar para 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, Flávio diz que "não tem nenhuma lógica uma prisão domiciliar temporária".

Inicialmente, a decisão de Moraes tem um prazo de 90 dias, quando o quadro voltará a ser avaliado. Segundo o ministro, o período tem como base o tratamento para se recuperar da broncopneumonia, razão de sua internação no hospital DF Star desde o dia 13 de março.

Além de Flávio, Carlos Bolsonaro também se manifestou através das redes sociais dizendo que a decisão não deve ser comemorada pois seria uma "migalha ditatorial".

Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro criticaram a decisão de Moraes que definiu um prazo de 90 dias para a domicilir do pai
Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro criticaram a decisão de Moraes que definiu um prazo de 90 dias para a domicilir do pai
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

"Penas absurdas, completamente exageradas e descabidas para pessoas sem antecedentes criminais, sendo tratadas como traficantes terroristas. De fato, eu quero ver o presidente Bolsonaro em casa, mas não devemos de maneira nenhuma normalizar o fim da sua liberdade e comemorar migalhas ditatoriais" disse.

Apesar das críticas, Carlos disse estar "extremamente aliviado em finalmente ver meu pai em casa, podendo ser cuidado de forma mais adequada".

Em postagem no Instagram, Eduardo também se pronunciou. O ex-deputado afirmou que "a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por Moraes não tem fundamento jurídico, mas sim político".

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Além do núcleo familiar do ex-presidente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se manifestou no X.

"Feliz em saber que o presidente Jair Bolsonaro finalmente poderá retornar para casa, onde terá a oportunidade de seguir seu tratamento cercado pelo cuidado e pelo carinho da sua família. Nada é mais justo do que garantir que ele tenha assegurado o direito a um tratamento humano em um ambiente adequado à sua recuperação", escreveu em seu perfil.

Estadão
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