Após 15 dias de cirurgia intestinal, Bolsonaro inicia ingestão de líquidos e gelatina
Após duas semanas de cirurgia no intestino, o Hospital DF Star informou nesta segunda-feira (28) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começará a ingerir água, chá e gelatina de forma oral. O novo estágio no tratamento marca uma mudança no quadro clínico de recuperação.
A equipe médica prevê a oferta dos líquidos ainda nesta segunda-feira, exatamente 15 dias após o procedimento que durou 12 horas, realizado em 13 de abril. Embora haja sinais positivos, como "movimentos intestinais espontâneos", o ex-presidente seguirá internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sem previsão de alta.
"Bolsonaro continua estável clinicamente. Segue sem dor ou febre, pressão arterial controlada e com melhora progressiva dos exames laboratoriais do fígado. Apesar da gastroparesia (retardo do esvaziamento do estômago), há sinais de movimentos intestinais espontâneos. Hoje, iniciaremos a oferta oral de água, chá e gelatina", informou o boletim médico.
Quando Bolsonaro poderá deixar a UTI?
Apesar do avanço na alimentação, os médicos optaram por manter a nutrição venosa. De acordo com o hospital, o ex-presidente prossegue realizando sessões de fisioterapia motora e segue com a visitação restrita.
No domingo (27), os exames laboratoriais já indicavam uma "melhora progressiva" nas funções do fígado, quadro que se manteve nesta segunda.
Cirurgia tratou complicações causadas por antigas aderências
Bolsonaro foi hospitalizado após se sentir mal durante um evento do Partido Liberal no interior do Rio Grande do Norte. Inicialmente, recebeu atendimento em hospitais locais, mas acabou transferido para Brasília, onde passou a ser tratado no DF Star.
Na capital federal, a equipe médica optou por uma cirurgia para corrigir uma "suboclusão intestinal", definida como uma obstrução parcial do intestino provocada por aderências — cicatrizes internas — resultantes das cirurgias feitas após o atentado a faca sofrido em 2018.
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