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"Não estou aqui por uma cota ou porque sou mulher", diz Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Ela é a única presidente entre os times das série A, B e C da CBF e entre os maiores times do mundo

9 fev 2024 - 11h16
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Leila Pereira falou sobre os desafios de ser única mulher na direção do futebol brasileiro
Leila Pereira falou sobre os desafios de ser única mulher na direção do futebol brasileiro
Foto: Reprodução/Facebook/LeilaPereiraConselheira

Presidente do Palmeiras e quarta mulher mais rica do país, a empresária Leila Pereira tem chamado atenção no futebol brasileiro por sua postura firme e combate ao machismo, chegando a fazer uma coletiva de imprensa apenas com jornalistas mulheres. 

Em entrevista para o jornal "El País", Leila contou que só se deu conta das questões de gênero ao chegar na presidência do clube. "Talvez seja porque, quando você luta tanto para chegar a esse espaço, fica tão focada em seu objetivo que não presta atenção. Mas, quando já é presidente, fica complicado. Acho que estão tentando me intimidar porque sou mulher, mas não deixo isso me desanimar", conta. 

Vítima de diversas ameaças, que levaram, inclusive, a diretora a conseguir uma medida protetiva contra o presidente e vice-presidente da "Mancha Verde", a torcida organizada do clube, Leila falou sobre esses e outros desafios.  

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"Sofro ameaças. E me sinto muito sozinha, na CBF [Confederação Brasileira de Futebol], na Federação Paulista... não tem mais mulher na Série A, B ou C. E isso não pode ser tratado como normal porque não é. Precisa ser muito mais equilibrado. Existem mulheres extremamente capazes. E temos que lutar porque isso não caiu do céu. Não estou aqui por uma cota ou porque sou mulher. Eu lutei muito, muito", pontua.

Durante a entrevista, Leila falou ainda sobre como atua na gestão do clube, sua relação com o esporte, a relação com clubes estrangeiros. A presidente do Palmeiras também comentou o caso do presidente da federação espanhola, Luis Rubiales, que assediou uma jogadora da seleção na Copa do Mundo. 

"Eu vi e fiquei apavorada. Isso não pode acontecer em hipótese alguma. A decisão de removê-lo foi extremamente acertada", finalizou. 

Fonte: Redação Nós
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