‘Maior retrocesso possível’: público da Parada LGBT de São Paulo repudia PL para evitar evento da Av. Paulista e proibir crianças
A Parada LGBT+ de SP está entre as maiores do mundo, reunindo milhares de pessoas todos os anos na Avenida Paulista
Um projeto que lei que tramita na Câmara dos Vereadores de São Paulo tem sido alvo de críticas por parte da comunidade LGBT+. O texto proposto pelo vereador Rubinho Nunes visa retirar a Parada LGBT+ da Avenida Paulista e proibir a entrada de menores de 18 anos no evento.
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“Acho o maior retrocesso possível. Porque quando você ensina desde criança, é muito mais fácil criar uma geração que aceita o outro e sabe lidar com a diversidade. Até permite que a criança futuramente se identifique dentro da comunidade. Não dá pra proibir as gerações de conviver com a diferença”, disse Amanda Lenharo di Santis, de 40 anos, em entrevista ao Terra.
Ela marcou presença na 30a edição da Parada LGBT+ neste domingo, 7, na Avenida Paulista, ao lado da filha Catarina, de 7 anos, da sogra e da tia.
“Viemos para celebrar esse movimento lindo que a gente adora e, principalmente, para conscientizar as várias gerações da importância desse espaço e para dar voz para essa comunidade tão bonita que merece respeito igual a todo mundo”, acrescentou.
Justin Jorge Lopes Teixeira, de 36 anos, também fez questão de levar a sobrinha trans e a esposa para a parada.
“Acho esse projeto de lei ridículo, porque é um direito nosso e uma luta nossa. Lutamos todos os dias para sermos quem somos, o que eles querem da gente?”, questionou.
O evento, que esse ano traz o tema A rua convoca, a urna confirma, perdeu cerca de 60% do patrocínio esse ano, em meio à saída de parceiras multinacionais. A Amstel, patrocinadora oficial do evento, é uma das poucas empresas que manteve o apoio à Parada SP esse ano.
“Pra gente é muito incrível fazer parte da maior Parada LGBR+ e ficamos muito felizes de de estar presente nesse momento tão importante, falando de liberdade. É um orgulho imenso para a gente fazer parte dessa luta”, explicou Beatriz Ruiz, gerente de marketing do grupo Heineken no Brasil.
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