Justiça revoga prisão de turista argentina acusada de injúria racial no RJ
Agostina Paés havia sido presa nesta sexta-feira, 6, após uma mandado de prisão preventiva; o processo segue
A Justiça do Rio de Janeiro revogou, nesta sexta-feira, 6, a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paés. A informação foi confirmada ao Terra. A jovem é acusada de cometer injúria racial contra um funcionário de um bar de Ipanema, na Zona Sul do Rio.
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Agostina havia sido presa no início da tarde, em Vargem Pequena, após o cumprimento de uma ordem de prisão preventiva. Em nota, o TJRJ afirmou que a determinação partiu do juízo de primeira instância; no entanto, o processo segue em segredo de justiça.
O caso ocorreu no dia 14 de janeiro, quando a vítima procurou a delegacia e relatou ter sido alvo de insultos raciais durante uma discussão relacionada ao pagamento da conta do estabelecimento. Segundo as apurações, a investigada apontou o dedo para o funcionário, utilizou a palavra “negro” de forma pejorativa e passou a imitar gestos de macaco, além de reproduzir sons do animal.
As ações foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas pela Polícia Civil após a análise das imagens das câmeras de segurança do local. Agostina prestou depoimento três dias depois do ocorrido, ocasião em que teve o passaporte apreendido.
"Ao longo da apuração, agentes realizaram diligências, ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos", informou a polícia em nota.
"Estou morta de medo"
Antes de ser presa, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "morta de medo" após ser oficialmente informada sobre a decretação de sua prisão preventiva. Na gravação, ela disse estar emocionalmente abalada com a decisão judicial.
"Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por risco de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia". Ao final do vídeo, declarou: "Estou desesperada e morta de medo".
"Tenho medo de que fazer este vídeo me prejudique, que meus direitos sejam ainda mais violados", afirmou. Em seguida, completou: "Não posso falar sobre o que aconteceu; só espero que tudo seja esclarecido e resolvido da maneira correta".
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