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Argentina diz estar 'desesperada' após Justiça decretar prisão preventiva por injúria racial no Rio

Ré por ofensas racistas a funcionário de bar em Ipanema, Agostina Páez publicou vídeo nas redes sociais

5 fev 2026 - 23h07
(atualizado às 23h16)
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Prisão preventiva foi decretada nesta quinta-feira, 5
Prisão preventiva foi decretada nesta quinta-feira, 5
Foto: Reprodução/Redes sociais

A advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, afirmou estar "morta de medo" em um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira, 5, após ser informada oficialmente sobre a decretação de sua prisão preventiva. Ela é ré em um processo que apura injúria racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, e afirmou estar emocionalmente abalada com a decisão judicial.

Na gravação, publicada depois de receber a notificação da Justiça do Rio, Agostina afirmou: "Neste momento, recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por risco de fuga, sendo que tenho uma tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia". Ao final do vídeo, ela declarou: "Estou desesperada e morta de medo".

"Tenho medo de que fazer este vídeo me prejudique, que meus direitos sejam ainda mais violados", afirmou. Em seguida, disse: "Não posso falar sobre o que aconteceu; só espero que tudo seja esclarecido e resolvido da maneira correta".

Relembre o caso

O episódio investigado ocorreu no dia 14 de janeiro, na saída de um bar em Ipanema. Agostina foi flagrada proferindo ofensas racistas contra um funcionário do estabelecimento após uma discussão relacionada a um suposto erro no pagamento da conta.

A vítima, que não teve a identidade divulgada, registrou boletim de ocorrência no mesmo dia. De acordo com a polícia, o funcionário relatou que a argentina teria apontado o dedo em sua direção e feito ofensas de cunho racial, utilizando a palavra "negro" de forma pejorativa.

Agostina prestou depoimento três dias após o ocorrido, quando teve o passaporte apreendido. 

Fonte: Portal Terra
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