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'Coração partido, destruiu minha família', diz mãe de PM encontrada morta em SP após prisão de tenente-coronel

Em primeiro pronunciamento de familiar da soldado desde prisão de Geraldo Neto, mãe pede que suspeito de feminicídio 'nunca seja solto'

20 mar 2026 - 15h03
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Mãe de PM encontrada morta com tiro na cabeça em SP desabafa após prisão de marido da vítima: 'Quero que continue preso'
Mãe de PM encontrada morta com tiro na cabeça em SP desabafa após prisão de marido da vítima: 'Quero que continue preso'
Foto: Reprodução/TV Globo

A mãe da PM encontrada morta em São Paulo no mês passado fez um desabafo nesta sexta-feira, 20. É a primeira vez que um familiar da soldado se pronuncia sobre o caso desde a prisão do marido da vítima.

"Só de ver ele indo preso, aliviou. Aliviou no meu coração um pouco. Está partido, destruiu a minha família, mas só de ver ele indo preso, está um pouco aliviado", disse Marinalva Silva. À TV Globo, ela afirmou que sempre teve certeza de a filha nunca cometeria suicídio.

A hipótese apontada pelo ex-marido da vítima, Geraldo Leite Rosa Neto, preso na última quarta-feira, 18, era de que Gisele havia tirado a própria vida. "Sei que minha filha não volta nunca mais. Só espero que esse homem nunca seja solto, que ele continue preso", continuou a mãe.

Marinalva disse ainda que sempre se lembrará da filha "alegre, como ela sempre foi". No entanto, relata que os últimos meses do relacionamento de Gisele com Neto foram conturbados. "Só agora no final que minha filha ficou assim, passando por isso. Muito sofrimento que ela passou", afirma.

“Soberano, rei, gostoso e provedor”: Veja como se descrevia o tenente que foi preso por morte de PM:

Diálogos entre o casal

Nesta sexta, mensagens enviadas pela soldado Gisele Santana mostram como o relacionamento dela com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto vinha sofrendo desgaste e era marcado por desrespeito e falas machistas. No processo da Justiça MIlitar, que compila conversas entre o casal no mês de fevereiro, constam diálogos recentes entre o casal. 

"Eu não confio em você", "ontem você enfiou a mão na minha cara", "perdeu toda a essência do chaveco e me trata de qualquer jeito", foram algumas das mensagens que a soldado enviou ao marido em um aplicativo de mensagens. 

Em outra conversa Gisele anuncia a Neto que está "praticamente solteira". "Jamais será", responde ele. Nas mensagens à soldado, o tenente-coronel descrevia a si mesmo como "macho alfa", "rei" e provedor". "Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo", disse ele à vítima.

Gisele disse ao marido, preso por suspeita de feminicídio, que ele havia perdido a essência
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Foto: Reprodução
Marido defende submissão de mulheres casadas em mensagem
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Foto: Reprodução

Mensagens a amiga e ao pai

Nesta semana, a defesa da família de Gisele também revelou outras mensagens enviadas pela vítima a seu pai e a uma amiga. Nas conversas, ela demonstra insatisfação com o casamento e com o comportamento do tenente-coronel. 

Em um áudio enviado pela soldado a seu pai, ela pede ajuda para buscar uma casa mais próxima de sua família. De acordo com o advogado José Miguel da Silva Junior, este seria um indício de que ela planejava deixar o marido. "Pai, pra mim é melhor aí na rua, entendeu? Quanto mais perto daí, melhor", diz a policial na gravação.

Já em mensagem de texto enviada a uma amiga, Gisele se queixou de ciúmes excessivo por parte de Neto. "Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego", disse a PM.

Mensagem revela queixa de ciúmes de PM encontrada morta: 'Qualquer hora me mata'
Mensagem revela queixa de ciúmes de PM encontrada morta: 'Qualquer hora me mata'
Foto: Arquivo pessoal

Morte da Soldado Gisele

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, em São Paulo. Neto foi quem chamou a polícia e o caso foi inicialmente registrado como suicídio.

A família contestou a versão e apresentou relatos de que relacionamento do casal era abusivo, levando a Polícia Civil a reclassificar o caso como morte suspeita, com início de uma investigação também por possível feminicídio.

Laudos periciais apontaram inconsistências, como lesões no rosto e pescoço, marcas de unhas, além do disparo à queima-roupa e a trajetória do tiro.

Gisele Alves Santana, soldado da PM, morreu em casa ao ser atingida por um tiro
Gisele Alves Santana, soldado da PM, morreu em casa ao ser atingida por um tiro
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão

As Polícias Civil e Militar de São Paulo prenderam nesta quarta-feira, 18, o tenente-coronel da Polícia Militar, de 53 anos, em sua residência em São José dos Campos (SP). A prisão preventiva dele tinha sido pedida à Justiça na terça-feira, 17, e foi concedida pela Justiça Militar. 

Durante coletiva de imprensa realizada na sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) nesta quarta, as autoridades da pasta destacaram que os elementos técnicos e investigativos reunidos pelas forças de segurança em cerca de um mês afastaram a hipótese inicial de suicídio, que era sustentada por Neto desde o início da apuração.

"As provas periciais médico-legais analisadas pela polícia técnico-científica indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio, além de apontar indícios de alteração do local do crime", explicou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves na coletiva.

Fonte: Portal Terra
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