Resposta à "invasão chinesa"? Novo Bolt 2027 promete autonomia para desafiar BYD e GWM
Sem mudar a bateria, compacto elétrico da GM melhora eficiência, mantém preço agressivo e mostra que software também decide a briga dos elétricos
O Chevrolet Bolt 2027 chega ao mercado norte-americano com uma atualização que, à primeira vista, parece modesta, mas carrega um recado claro para o setor: eficiência também é arma competitiva. Segundo a General Motors, o compacto elétrico passa a oferecer autonomia estimada de 262 milhas pela EPA — cerca de 422 km — contra 255 milhas do modelo anterior, mesmo mantendo exatamente o mesmo conjunto de baterias.
O detalhe técnico chama atenção porque não há qualquer aumento de capacidade. O Bolt segue equipado com uma bateria LFP (lítio-ferro-fosfato) de 65 kWh, o que indica que o ganho veio de ajustes finos em gerenciamento eletrônico, software e calibração do sistema de propulsão. É uma estratégia cada vez mais comum na indústria e amplamente explorada por marcas chinesas como BYD e GWM, que transformaram eficiência energética em diferencial competitivo.
A GM confirmou que o novo alcance ainda é uma estimativa e não passou pela homologação final da EPA, embora já tenha sido comunicada oficialmente à imprensa. O próprio configurador online da Chevrolet nos Estados Unidos ainda exibe os números antigos, o que reforça a ideia de que a atualização é recente — e parece ainda estar sendo absorvida pelo marketing da marca.
Mesmo assim, o avanço é suficiente para colocar o Bolt 2027 à frente do Nissan Leaf Platinum+, a versão mais cara do rival japonês no mercado americano. Por outro lado, as versões Leaf S+ e SV+ continuam liderando em alcance absoluto, com até 303 milhas (487 km), ...
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