China vive febre dos veículos elétricos para camping
Mais de 50% das pessoas que acampam na China nasceram depois de 1990
A China quer atrair turistas. E quer que seus turistas apostem no turismo nacional. O objetivo, evidentemente, é atrair dinheiro e estimular o consumo interno no país. Tanto que, em 2025, o turismo gerou uma receita 16% maior do que no ano anterior, segundo dados do Ministério da Cultura e do Turismo do país.
Como era de se esperar, esse movimento impulsionou o uso de trens e aviões. Mas também teve um efeito inesperado: a febre das motorhomes elétricas.
"Tirar uma soneca" — é isso que, segundo Daniel Wu, diretor global de marca e marketing da XPeng, algumas pessoas fazem quando terminam o expediente. "Muita gente vai para o carro tirar uma soneca de uma hora. Depois do trabalho, ficam no carro por uma hora antes de voltar para casa, fazendo coisas de que gostam — por exemplo, jogando — simplesmente porque é um espaço muito confortável", declarou ele à Bloomberg, que publicou uma reportagem sobre a febre do camping na China.
Desde a crise da Covid-19, esse tipo de turismo se espalhou por todo o país, já que oferece uma alternativa aos hotéis, muito mais caros, além de proporcionar a flexibilidade característica desse estilo de viagem.
Os motivos para priorizar o turismo de camping são exatamente os mesmos defendidos na Europa e que impulsionaram esse tipo de proposta desde os confinamentos provocados pela crise do coronavírus. A diferença é que, no país asiático, as fabricantes estão se especializando em transformar o interior do carro em um verdadeiro espaço de convivência no ...
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