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Veja cinco destaques da indústria automotiva e da mobilidade na CES 2026

IA física, transportes autônomos e redefinição da experiência na cabine foram alguns dos destaques da feira; confira

16 jan 2026 - 09h11
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Mais uma edição da CES (Consumer Electronics Show) chegou ao fim. A maior feira de tecnologia do mundo já teve, o repórter há de admitir, períodos mais gloriosos. Hoje, dificilmente faz cócegas no consumidor final, entregando pouco para este público. Além disso, praticamente se transformou num samba de uma nota só.

Em 2026, os expositores abusaram de discursos que, fatalmente, mergulhavam num genérico poço sem fundo de Inteligência Artificial. Houve, sim, inúmeras propostas que faziam uso perspicaz da tecnologia. No entanto, muitos outros apenas apresentavam a solução como mero agrado a possíveis investidores.

Isso contaminou todos os segmentos da CES, inclusive o automotivo. Teve muito papo sobre a IA como instrumento de revolução do segmento, mas pouco de concreto se viu.

Mesmo assim, claro, pudemos extrair coisas bem bacanas de nossa experiência em Las Vegas. O Jornal do Carro cobriu a CES in loco e traz cinco destaques da indústria automotiva e da mobilidade presentes na feira. Confira:

A invasão da IA física

A fronteira entre o eletrônico de consumo e o automóvel parece ter sido, definitivamente, derrubada. O que vemos nos pavilhões deste ano não é apenas a invasão de marcas estranhas ao setor, mas a consolidação de um novo paradigma onde a experiência do usuário e o ecossistema digital valem tanto quanto o torque ou a suspensão.

O maior símbolo dessa maturidade é a Sony Honda Mobility, que apresentou a versão de pré-produção do Afeela 1. O sedã, que inicia suas vendas nos Estados Unidos ainda em 2026, é mais do que um meio de transporte. O modelo funciona como um "PS5 sobre rodas", integrando entretenimento imersivo e inteligência artificial de forma nativa. É a prova de que, para as gigantes da tecnologia, o automóvel é agora o dispositivo definitivo para capturar a atenção do consumidor.

Se a Sony representa o refinamento da experiência, a chinesa Dreame foi a responsável pelo choque de audácia desta edição. Notória por seus aspiradores de pó robóticos, a empresa não se contentou com um protótipo tímido e mostrou no evento três supercarros elétricos de uma só vez.

Liderados pelo conceitual Nebula Next 01 e seus impressionantes 1.903 cv, os modelos da Dreame mostram que o domínio sobre motores elétricos de alta rotação e gestão térmica de baterias é um trunfo que transborda facilmente da limpeza doméstica para as pistas. Na era da eletrificação, a barreira de entrada ruiu, e quem domina o fluxo de energia pode desafiar o status quo de marcas centenárias sem pedir licença.

Estadão
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