Script = https://s1.trrsf.com/update-1784747113/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Top 10: os carros mais icônicos da FIAT no Brasil

Na celebração dos 50 anos da FIAT no Brasil, trouxemos uma lista dos 10 carros mais memoráveis dos italianos por aqui

26 jul 2026 - 22h30
(atualizado em 27/7/2026 às 11h15)
Compartilhar
Exibir comentários
 A FIAT celebra 50 anos no Brasil em 2026
A FIAT celebra 50 anos no Brasil em 2026
Foto: Stellantis / Divulgação

A FIAT celebra 50 anos de sua operação no Brasil. A italiana foi última a se instalar dentre aquelas que ficaram conhecidas como as quatro grandes da indústria automotiva “nacional”, quando o mercado ficou restrito por décadas a Volkswagen, General Motors e Ford, além da própria FIAT.

Com a filial sediada em Betim, Minas Gerais, a FIAT criou raízes fortes no Brasil. Aqui, a marca assumiu um protagonismo que não obteve em lugar nenhum do mundo – talvez apenas “em casa”, na Itália.

Mesmo depois da abertura de mercado, com muitos novos players instalando fábricas no Brasil e importando carros aos montes, a FIAT segue forte. Prova disso é a liderança confortável em vendas no mercado brasileiro desse século: foram 19 anos como líder de 2000 para cá.

Esse sucesso se explica, em boa medida, pela maior autonomia e liberdade criativa da filial brasileira em relação à matriz. É um cenário oposto ao dos tradicionais concorrentes, que muitas vezes dependem de aprovações globais e de projetos em desenvolvimento em outros continentes, o que tende a custar anos precisos em lançamentos e atualizações.

Com vasto conhecimento do mercado e consumidor brasileiros, maior agilidade nas tomadas de decisão e maior apetite ao risco e à inovação, a FIAT soube jogar o jogo e entregar o que o público brasileiro queria – e, às vezes, ainda nem sabia que queria.

Ainda que o lançamento oficial do primeiro carro da marca no Brasil tenha sido apenas em novembro de 1976, a própria FIAT já está celebrando a marca de 50 anos com eventos dedicados e o lançamento de versões especiais de alguns de seus maiores sucessos atuais.

Para simbolizar esse meio século de FIAT no Brasil, listamos os 10 carros que melhor representaram a marca por aqui, ordenados cronologicamente. Vamos a eles!

1 – Fiat 147 (1976)

O 147 abriu caminho para a marca no Brasil -
O 147 abriu caminho para a marca no Brasil -
Foto: Fiat / Divulgação

O primeiro FIAT nacional foi revolucionário. O carro era basicamente um 127 europeu adaptado para as condições brasileiras, com melhorias nos freios, suspensão mais robusta e motor um pouco mais potente, sob medida para encarar os VW Fusca e Brasília, o Chevrolet Chevette e o Ford Corcel.

O 147 trazia conceitos de projetos bem mais modernos que os concorrentes, como motor instalado na transversal, então uma novidade no Brasil. Isso lhe conferiu um espaço interno surpreendente para a categoria. Também o foi o primeiro carro a oferecer versões movidas a álcool.

O 147 deu origem a uma família completa, que incluía o sedã Oggi, a perua Panorama, a picape City, além das versões de trabalho Furgoneta e Fiorino. A linhagem durou até 1986.

2 – Fiat Uno (1984)

A primeira geração do Fiat Uno, de 1984
A primeira geração do Fiat Uno, de 1984
Foto: Fiat / Divulgação

Sucessor do 147, o Uno foi o maior sucesso da Fiat no Brasil e é um dos carros mais icônicos de nosso mercado. Lançado aqui apenas um ano após seu lançamento na Europa, o Uno era o que havia de mais moderno em termos de carro compacto à época.

Com o tempo, o argumento de modernidade deu lugar ao de robustez e versatilidade, o que garantiu ao modelo quase 30 anos no mercado sem alterações significativas.

O Uno foi o primeiro carro a se aproveitar da tributação especial para motores de até 1000cm³, na versão Mille, de 1990. Esse nome seria levado até o fim de sua existência e usado na versão de despedida, a Grazie Mille, de 2013.

Se o primeiro Mille tinha parcos 48 cv e era um dos carros mais lentos do Brasil, no outro extremo do desempenho a Fiat apostava em versões esportivas do carro. Do 1.5R carburado, passando pelo 1.6R injetado, até chegar o lendário Uno Turbo, primeiro turbinado nacional, com 118 cv – potência incrível para a época.

Assim como 147, o Uno deu cria: dele surgiram a perua Elba, o sedã Premio, o furgão Fiorino, versões picape e cargo, hatch sem banco traseiro.

Ainda houve uma segunda geração, que durou de 2010 a 2021 e que foi um grande sucesso de vendas, mas nunca se aproximou do carisma da geração clássica, descontinuada em 2013.

3 - Fiat Tempra (1991)

O icônico Tempra Turbo e sua carroceria de duas portas
O icônico Tempra Turbo e sua carroceria de duas portas
Foto: Stellantis / Divulgação

A Fiat já havia se consolidado no segmento de compactos quando resolveu apostar suas fichas nos médios. O Tempra chegou subindo o sarrafo para os sedãs da categoria, elevando o nível de tecnologia, conforto e desempenho frente a concorrentes como VW Santana, Chevrolet Monza e os Ford Del Rey e Versailles.

O Tempra foi o responsável por introduzir no mercado brasileiro inovações como o ar-condicionado automático e os motores 16 válvulas, entre outras funcionalidades. Ele também ocupou o posto de carro mais rápido do Brasil de sua época graças à lendária versão turbo.

Além do sedã, a Fiat também ofereceu a versão perua, chamada de SW, que nunca fez o mesmo sucesso do três-volumes.

4 – Fiat Palio (1996)

O Palio trouxe modernidade à linha de compactos da Fiat
O Palio trouxe modernidade à linha de compactos da Fiat
Foto: Fiat / Divulgação

Herdeiro da linhagem de 147 e Uno, o Palio foi idealizado para substituir o Uno na segunda metade dos anos 1990 – mas acabou convivendo em harmonia com o “irmão” por quase duas décadas.

O Palio deu origem a uma família que se tornou figurinha carimbada nas ruas brasileiras nos anos 90 e 2000: além do hatch, havia o Weekend (perua), Siena (sedã) e Strada (picape).

A família Palio virou o “rosto” da Fiat, fazendo a marca alcançar a liderança pela primeira vez. Para isso, os carros eram constantemente atualizados e equipados para estar na vanguarda do mercado, mesmo depois de já ver seus concorrentes em gerações mais modernas. Inovações como câmbio de seis marchas, versões sem embreagem, versões aventureiras, esportivas e de trabalho mantiveram o Palio relevante até o fim de sua fabricação, em 2018.

5 – Fiat Strada (1998)

Strada, hoje o carro mais vendido do Brasil, chegou a ter versão 3 portas
Strada, hoje o carro mais vendido do Brasil, chegou a ter versão 3 portas
Foto: Fiat / Divulgação

Dentre os frutos da linha Palio, um vale um espaço dedicado: a Strada. A picapinha da Fiat conseguiu se destacar a ponto de aniquilar a concorrência e se descolar da própria família de carros que lhe deu origem. Depois de liderar por anos o segmento de utilitários e comerciais leves, a Strada se consolidou como o carro mais vendido do Brasil no cômputo geral, e é o grande nome da Fiat há pelo menos uma década.

O sucesso pode ser creditado a enorme versatilidade da picape. Como citado no caso da família Palio, a Strada vem sendo constantemente atualizada e adaptada às demandas que o mercado apresenta, com versões para trabalho pesado, aventureira, esportiva, mais refinada, mais espartana. Pronta para o que der e vier.

Ela foi a primeira compacta a oferecer opções de cabine estendida, cabine dupla, câmbio automático, quatro portas e até três portas. Inovações que a mantiveram relevante desde a primeira geração e a consolidaram como dominante na segunda geração, nadando de braçada no segmento e no mercado como um todo.

6 – Fiat Marea (1998)

O injustiçado Fiat Marea
O injustiçado Fiat Marea
Foto: Fiat / Divulgação

O Marea nunca foi um grande sucesso de público nos anos em que esteve em produção, virou meme na internet automotiva brasileira por sua fama de problemático, mas acabou inocentado pelo tempo e garantiu seu espaço como um dos carros mais emblemáticos já produzidos no Brasil.

Vindo para substituir o Tempra, o Marea era um carro à frente do seu tempo - seu grande trunfo, mas que acabou sendo seu maior ponto fraco. Isso porque o alto nível de tecnologia do carro, principalmente dos motores importados da Europa, demandava um padrão de manutenção além do que a média do mercado podia oferecer, resultando em problemas no médio prazo.

O Marea vinha em versões sedã e perua (Weekend) e oferecia diversas opções de motores, incluindo o Fivetech, um incomum bloco de cinco cilindros. As versões mais lembradas desse motor - e que fizeram a fama do Marea, para o bem e para o mal - foram a 2.4 20V e a lendária 2.0 turbo, que ocupou o lugar do Tempra como carro mais rápido do Brasil.

7 – Fiat Dobló Adventure (2003)

O Dobló foi o carro mais exótico a receber o tratamento Adventure
O Dobló foi o carro mais exótico a receber o tratamento Adventure
Foto: Fiat / Divulgação

A linha Adventure marcou época nos anos 2000. Era um momento em que o mercado começava demonstrar apreço por carros com uma pegada aventureira, e quem mais explorou essa era embrionária dos “quase off-road” foi a FIAT, com sua linha a Adventure.

Sem um SUV para chamar de seu, a marca resolveu transformar praticamente todos os carros de sua linha em aventureiros urbanos. Os mais lembrados são o Palio Weekend e a Strada, mas houve também apostas mais ousadas, com a minivan Idea e até o furgão Dobló, escolhido por nós para simbolizar essa fase da empresa pelo fato de ser o mais inesperado da turma.

A receita era a mesma para todos: suspensão elevada, pneus de uso misto, borrachas e apliques plásticos na carroceria, além de parafernálias como bússola e inclinômetro. No auge, os carros ganharam a versão Adventure Locker, com bloqueio de diferencial dedicado ao uso fora de estrada leve. Esses equipamentos todos em uma embalagem furgão fizeram do Dobló Adventure algo realmente único e diferente no mercado brasileiro.

8– Fiat Toro (2016)

Toro foi aposta certeira da Fiat
Toro foi aposta certeira da Fiat
Foto: Fiat / Divulgação

O Toro foi uma sacada inteligente da FIAT. A marca estava sob o guarda-chuva da FCA, mesmo grupo de Jeep, Dodge, Chrysler e RAM. Com o braço americano chegando ao Brasil para atuar no segmento de SUVs compactos e médios, a FIAT identificou uma oportunidade e agiu rápido: usou a plataforma da Jeep para desenvolver uma picape média monobloco.

Com um nível de sofisticação então inédito na linha FIAT, juntando o “pedigree” da base Jeep e a experiência em vendas de picapes da Strada, a Toro foi um tiro certeiro. Por anos, navegou sozinha no segmento de picapes medias monobloco, sendo a única opção para o consumidor que queria a versatilidade de uma picape, mas sem abrir mão do conforto e da dirigibilidade de um SUV – algo que as tradicionais (e caras) picapes sobre chassi não conseguem entregar.

Já são 10 anos de Toro no mercado, ainda na mesma geração - e ainda fazendo sucesso. Até já há concorrentes, mas ninguém chegou a incomodar de fato o reinado do Toro até o momento.

9 – Fiat Mobi

O Mobi é figurinha carimbada entre os mais vendidos do Brasil
O Mobi é figurinha carimbada entre os mais vendidos do Brasil
Foto: Fiat / Divulgação

Muita gente torce o nariz para o Mobi. É bem verdade que ele está longe de ser um dos carros mais refinados, bonitos e modernos do Brasil. Mas essa nunca sua proposta. O Mobi foi pensado como o substituto espiritual do eterno Mille, aposentado em 2013, como o carro de entrada da marca.

Em um primeiro momento, a missão ficou com o Uno de segunda geração e com o Palio Fire, mas a FIAT entendeu que havia espaço em sua linha para um carro ainda menor, do tamanho de um VW Up, pensado desde o princípio com a proposta de ser de baixo custo, como um Renault Kwid.

O resultado foi um carro sob medida para o uso urbano econômico, que se tornou queridinho de frotas de empresa, locadoras e consumidores das grandes cidades. Sem grandes mudanças desde o lançamento, o Mobi continua figurando entre os carros mais vendidos do Brasil, e mantém viva a vocação da FIAT de fazer carros compactos eficientes.

10 – Fiat Fastback

O estilo SUV-cupê é o grande trunfo do Fastback
O estilo SUV-cupê é o grande trunfo do Fastback
Foto: Fiat / Divulgação

Com os SUVs compactos dominando o mercado e já presentes em praticamente todas as marcas, o espaço para inovações no segmento foi ficando mais restrito. A própria FIAT já tinha lançado seu concorrente no setor: o pequeno Pulse. Como se diferenciar, então?

A aposta foi em lançar um SUV-cupê acessível. Se não totalmente inovadora, já que VW Nivus fora lançado antes, o Fastback levou o estilo a um nível mais agressivo, puxando para o lado de BMW X4.

Há quem diga que o desenho não ficou dos mais proporcionais. Isso se deve ao fato de o entre-eixos ser o mesmo do Pulse. A versão conceitual, de 2018, feita sobre a base do Toro, era bem mais harmônica, mas a realidade dos custos permitiu apenas o uso de uma plataforma mais simples. Goste-se ou não, fato é que a FIAT não se omitiu e assumiu o risco de lançar um carro com um design “diferentão”, criando um fato novo no segmento. E o público abraçou a ideia, fazendo do Fastback um sucesso de vendas.

Além da motorização padrão 1.0 turbo, a FIAT apostou em versões esportivas. O Fastback Abarth vinha com um 1.3 turbo de 185 cavalos e 0-100km/h na casa dos 7 segundos, o que não só fazia dele um dos carros nacionais mais rápidos de seu tempo, mas também mantinha viva a tradição da FIAT de oferecer carros potentes em seu catálogo.

Parabólica
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra