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Salão de Pequim: tecnologia futurista e desafios reais marcam a prévia do que chega ao Brasil

Entre robôs e estandes monumentais, o maior evento da China revela as estratégias das marcas para o mercado brasileiro nos próximos anos

8 mai 2026 - 17h21
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O Salão de Pequim ou, para os íntimos, Beijing Auto Show, realizado entre 24 de abril e 3 de maio, reafirmou sua posição como um dos pilares da indústria automotiva global. No entanto, para quem percorre os corredores do evento na China, a experiência vai muito além do brilho dos lançamentos, revelando um cenário de contrastes profundos entre a inovação de ponta e desafios estruturais.

O evento serviu de confirmação para diversas fabricantes que estão iniciando ou prestes a iniciar operações no Brasil:

  • BAIC: Chega nos próximos meses com uma estratégia diversificada, incluindo o elétrico Arcfox T1 e os SUVs X55, BJ40 Plus e BJ30.
  • DFM (Dongfeng): A marca adotará a sigla DFM no Brasil e trará o compacto elétrico Box e o SUV familiar Vigo.
  • Lotus: Sob comando da Geely, a marca britânica venderá todo seu portfólio no país, destacando o esportivo Emira e o SUV elétrico Eletre de 918 cv.
  • Outras Promessas: Marcas como IM, Lepas e Lynk&Co também confirmaram operações em solo brasileiro, embora ainda sem modelos definidos.

O reforço das veteranas

Fabricantes já estabelecidas no Brasil aproveitaram o palco chinês para antecipar as novidades que desembarcam por aqui ainda em 2026:

  • BYD & Denza: A gigante chinesa confirmou o SUV cupê Sealion 7 e a reestilização do Song Pro. Já sua divisão de luxo, Denza, trará a perua Z9 GT, a minivan D9, o superesportivo Z e o SUV B3.
  • GWM: Já disponibilizou o Tank 300 híbrido plug-in flex e trará na sequência o Ora 05 e o utilitário médio Haval H7.
  • BMW: A alemã aposta nos elétricos com o SUV iX3 e o sedã i3 (conhecido como o "Série 3 elétrico").
  • Caoa Changan: Prepara os SUVs CS75 (para rivalizar com o Haval H6) e o CS55 (focado em Jeep Compass e Corolla Cross).
  • Leapmotor: Em parceria com a Stellantis, lançará o SUV elétrico A10 e o sofisticado D19.
  • Omoda Jaecoo: As marcas da Chery confirmaram o Jaecoo 5 (entrada), o luxuoso Jaecoo 8 e o SUV compacto Omoda 4.
  • Nissan: Surpreendeu ao anunciar que trará modelos desenvolvidos na China, como o SUV NX8 e o sedã E7.
  • Geely: Embora sem modelos confirmados para 2026, a marca tem no radar o SUV híbrido Monjaro (capaz de fazer 45 km/l) e o luxuoso M9.

No conjunto, o evento evidencia que o caminho para a liderança global passa por uma mistura agressiva de escala e tecnologia, ainda que as particularidades culturais e estruturais imponham desafios ao resto do mundo.

Para o mercado brasileiro, o recado é claro: a inserção dos veículos chineses deixou de ser uma possibilidade para se tornar uma realidade consolidada em diversos segmentos. Com o desembarque desses novos modelos e marcas previsto para 2026, o consumidor nacional terá à disposição um portfólio que reflete diretamente as ambições vistas nos nababescos estandes de Pequim. Resta agora aguardar como essa tecnologia de ponta se adaptará às ruas e à infraestrutura do Brasil.

Estadão
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