Review: Fiat Fastback T200 Hybrid é mais econômico só na cidade
Rodamos uma semana com o SUV cupê da Fiat, que é equipado com o sistema Mild Hybrid (MHEV) de 12 volts, que tem motor elétrico auxiliar
O Fiat Fastback T200 Hybrid pode surpreender ou decepcionar, dependendo das expectativas do consumidor. Rodamos uma semana com o primeiro carro eletrificado da Fiat e ele nos surpreendeu, pois a expectativa era baixa. Afinal, trata-se de um Mild Hybrid (MHEV) com sistema de 12 volts, o mais simples que existe.
Mas o carro tem méritos. A primeira surpresa é o painel de instrumentos. Normalmente os carros Mild Hybrids não têm muitas informações sobre o fluxo de energia. O Fiat Fastback T200 Hybrid tem um mostrador de consumo ou renegeração de energia do lado esquerdo do velocímetro e outro da carga da bateria do lado direito. Também mostra o fluxo nas frenagens e acelerações.
É interessante, e pode ser didático para alguns motoristas. Mas o uso é muito simples. Assim como os HEV (chamados de híbridos completos), os MHEV (chamados de híbridos leves pelos fabricantes e de micro-híbridos pela ABVE) não precisam ser carregados na tomada. O próprio sistema se encarrega de deixar a bateria com carga.
No caso do Fiat Fastback T200 Hybrid, estamos falando de uma bateria íon-lítio de 11Ah, com menos de meio kWh de capacidade. O sistema tem ainda um motor elétrico de 4 cv de potência e 1 Nm de torque. Ele atua principalmente na ignição do carro e junto com o eficiente sistema Start-Stop do Fastback.
Não há ganho de potência máxima nem de torque, mas o motor elétrico ajuda nas acelerações e nas retomadas de velocidade. O carro é um tantinho mais ágil, porém paga o preço de ter um sistema de 12V e um câmbio CVT, que limitam seu potencial.
Não há ganho de consumo na estrada. Mas há na cidade, se o motorista dirigir de forma econômica. É possível economizar cerca de 10% com gasolina e 9% com etanol. Segundo o PBEV do Inmetro, dá para fazer 12,6 km/l com gasolina e 8,9 com etanol. Mas não é tão simples, como vimos pelo computador de bordo.
Para comparar, o Fastback T200 sem o sistema MHEV faz 11,3 km/l na cidade com gasolina e 8,1 com etanol. Assim, o alcance na cidade, com gasolina, subiu de 531 km para 567 km. Com etanol, subiu de 381 km para 401 km. Teoricamente, são menos idas ao posto de gasolina.
Mas há outras vantagens, visíveis e invisíveis. A maior vantagem é não ter que enfrentar o rodízio no trânsito de São Paulo, por exemplo. A vantagem invisível é que, teoricamente, o sistema MHEV do Fiat Fastback T200 Hybrid reduz as emissões de CO2 justamente no momento de maior impacto, que é o da ignição.
Há ainda uma pequena redução no tamanho do tanque de combustível, que passou de 47 para 45 litros. A bateria do sistema MHEV fica embaixo do banco do motorista.
De resto, é o mesmo Fiat Fastback Impetus que tem feito bastante sucesso no mercado, por seu design provocativo, seu porta-malas enorme (516 litros), sua posição de dirigir competente e sua ótima multimídia, além do desempenho interessante para a proposta do carro.
O Fiat Fastback manteve suas características técnicas, de boa velocidade, comportamento dinâmico seguro, direção leve, mas progressiva – o que passa segurança ao motorista nas curvas – e suspensão com boa combinação entre conforto e estabilidade.
Já de cara o Fiat Fastback Hybrid parece estar se dando melhor nas vendas do que o Fiat Pulse Hybrid, apesar de que o irmão menor teve melhor aproveitamento do sistema MHEV, em termos de economia de combustível. Um fato é inegável: esse carro vai popularizar o sistema híbrido MHEV.
Principais dados
- Motor: 1.0 turbo 3 cilindros
- Potência: 130/125 cv a 5.750 rpm (e/g)
- Torque: 200 Nm a 1.750 rpm
- Motor elétrico: 4 cv e 1 Nm
- Bateria: íon-lítio 0,132 kWh
- Transmissão: 7 marchas CVT
- Pneus: 215/45 R18
- Km/l cidade: 8,9 (e) e 12,6 (g)
- Km/l estrada: 9,8 (e) e 13,9 (g)
- 0 a 100 km/h: 9s4
- Velocidade máxima: 196 km/h
- Emissão de CO2: n/d