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Quando e por quê optar por uma peça recondicionada na manutenção do seu carro

Do impacto ambiental à durabilidade, entenda os prós e cuidados antes de investir no reuso de componentes automotivos

22 abr 2026 - 08h04
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O carro quebrou. Pronto, começou a dor de cabeça. Mas sabemos que o que mais incomoda é, muitas vezes, a espera e o custo das peças usadas no reparo. Mas e se fosse possível economizar até 80% nesse processo?

É isso que o uso de peças recondicionadas promete como principal (mas não único) benefício. São peças originais, usadas e recuperadas de veículos que — em boa parte — passaram por grande monta.

Entretanto, optar por peças recondicionadas envolve uma série de aspectos, que vão desde o impacto na natureza até a desconfiança na aquisição, passando, claro, pelo peso no bolso — o fator que mais importa na maioria das vezes. Por isso, separamos as principais perspectivas para que você possa realizar uma compra consciente para o seu carro.

O que são peças recondicionadas

Você pode conhecê-las como "peças de desmonte", e a lógica é realmente essa. Peças recondicionadas são componentes automotivos que já foram usados, mas passaram por um processo técnico de recuperação para voltar a funcionar de forma adequada. Esse processo inclui desmontagem, limpeza, substituição de partes desgastadas, ajustes e testes de qualidade, com o objetivo de restaurar o desempenho original da peça ou o mais próximo possível disso.

A procedência é a chave para o barato não sair caro

Mas, claro, são necessários alguns cuidados para essa compra. A mecânica automotiva e empresária do Galpão Rosa, Andréia Justos, alerta para a necessidade de verificação da procedência dessas peças. "Toda vez que for comprar uma peça usada pro carro, tem que ter nota fiscal, o selo do Detran e ser credenciada".

Andréia também lembra que alguns veículos têm mais dificuldade em encontrar peças, por isso as recondicionadas podem ser uma boa alternativa: "Eu tenho carro importado que só tem coisas lá fora, às vezes nem acha, então o que tem no Brasil realmente é de desmanche, mas tem que ser comprado de forma legalizada."

Do ponto de vista financeiro, o alívio costuma ser imediato. A economia em um motor, por exemplo, pode chegar a até 80%. Já uma porta pode sair por até 70% menos na comparação com uma nova. Trazendo números reais, o motor de um Gol G6 2020 1.6, na média do mercado, tem o valor de R$ 24.436,00. Já recondicionado, o valor seria de R$ 7.723,67 — segundo dados da Renova.

Mas e o meio ambiente?

Já que estamos falando em vida útil, aqui é onde vemos o verdadeiro ganho. Mas antes, é importante entender um conceito.

Por mais que usemos comumente o termo "reciclagem" para quase tudo, em sua essência, peças recondicionadas não são peças recicladas. Isso porque a reciclagem é o processo de transformação de materiais descartados (como plástico, papel, vidro e metal) em novas matérias-primas ou produtos. Ou seja, precisa — necessariamente — voltar à matéria-prima ou virar um novo produto.

Porém, o recondicionamento de peças traz um ganho ainda maior ao meio ambiente do que a própria reciclagem: o aumento da vida útil do produto. Isso é o que explica Monica Alves, mestre em Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental e Ciências Ambientais.

Na prática, o reuso evita que esses materiais sejam descartados incorretamente, poluindo o meio ambiente e gerando uma grande quantidade de resíduos que nem sempre podem ser reaproveitados. Em 2025, a Renova estima ter destinado corretamente três toneladas de materiais e, para 2026, com a expansão da unidade de São Paulo, espera-se que o impacto chegue a quatro toneladas.

Estadão
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