Porsche tira a multimídia de superesportivo e 'sugere' motorista usar o celular
Conceito Mission S antecipa nova família de esportivos acima do 911, recupera botões físicos e instrumentos clássicos, mas ainda esconde a motorização
A Porsche apresentou o Mission S, conceito de superesportivo posicionado acima do 911 que rompe a tendência atual ao eliminar a central multimídia, substituindo-a por botões físicos e um suporte para smartphone. Com visual inspirado em clássicos da marca e motor central a combustão ainda sob sigilo técnico, o modelo mescla instrumentos analógico-digitais para focar na condução pura. O projeto antecipa a futura linha esportiva da fabricante alemã, mas ainda não tem produção confirmada.
Enquanto as montadoras disputam quem coloca a maior tela dentro do carro, a Porsche resolveu seguir na direção contrária. A fabricante alemã apresentou o Mission S, um conceito de superesportivo que dispensa a central multimídia e aposta em botões físicos, instrumentos de inspiração analógica e um suporte para o celular. O modelo também antecipa os planos da marca para uma nova família de esportivos posicionada acima do 911.
Revelado nesta semana, o Mission S ainda não tem produção confirmada. A Porsche não divulgou detalhes técnicos, mas indicou que o projeto não foi concebido como um carro exclusivamente elétrico.
Porsche troca tela multimídia por celular
A principal novidade do Mission S está no interior. Além da central multimídia, a Porsche eliminou a tela que poderia ocupar o lado do passageiro. No lugar delas, o painel oferece um suporte retrátil para smartphone com tecnologia Apple MagSafe, que permite usar o próprio aparelho para navegação e outras funções.
A proposta recupera elementos tradicionais dos esportivos da marca. Atrás do volante, cinco instrumentos circulares colocam o conta-giros em posição central, enquanto botões e interruptores físicos concentram as funções da cabine. Há ainda novos comandos do tipo empurra-puxa para ajustes de conforto e condução.
Apesar da aparência clássica, o conjunto não é totalmente analógico. Os instrumentos usam telas posicionadas ao fundo, que criam um efeito de profundidade, e a disposição dos mostradores pode mudar conforme o modo de condução selecionado.
O interior traz também volante de três raios com marcação vermelha na posição das 12 horas, bancos com laterais elevadas e console central estreito, com uma alavanca elevada. A Porsche não detalhou o tipo de transmissão.
As referências incluem modelos históricos como o 356 e o 550 Spyder. Até o relógio Sport Chrono ganhou uma releitura que combina elementos analógicos e digitais.
Novo esportivo ficará acima do 911
O Mission S tem proporções diferentes das do 911. O conceito usa motor central, com cabine avançada, teto baixo e seção traseira alongada.
Na dianteira, os faróis arredondados e os para-lamas elevados mantêm a identidade visual da Porsche. Já a traseira tem asa ativa, lanternas estreitas e quatro saídas de escape organizadas em pares verticais.
O desenho reúne referências a esportivos históricos da fabricante, como o 959, o 917 e o 911 GT1. Outro destaque é a solução que a marca chama de "Volumes Flutuantes", que dá a impressão de que a carroceria está apoiada sobre uma estrutura separada. As rodas, por sua vez, têm aberturas arredondadas inspiradas no 928.
Qual será o motor do Porsche Mission S?
Por enquanto, a fabricante guarda o principal segredo do conceito: o conjunto mecânico. A Porsche não informou quantos cilindros o motor terá, qual será a potência nem se haverá algum tipo de eletrificação. As quatro saídas de escape indicam a presença de um motor a combustão, mas não revelam sua configuração.
O Mission S é a primeira apresentação ligada à estratégia Sportwagenschmiede '35. Segundo Tobias Sühlmann, chefe de design da Porsche, o conceito mostra a direção que a fabricante pretende seguir nos próximos carros.
A marca confirmou que estuda uma nova família de esportivos de alto desempenho para ocupar uma posição acima do 911, mas ainda não anunciou se o Mission S chegará às linhas de produção. Também não há informações sobre preço ou data de lançamento.
Até lá, a Porsche deixa uma provocação para a indústria: talvez o futuro dos superesportivos não precise de mais uma tela no painel.
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