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Para aliviar finanças, Nissan vai fechar sua primeira fábrica aberta fora do Japão

Unidade localizada no parque industrial mexicano Ciudad Industrial del Valle de Cuernavaca (CIVAC) fecha as portas até março de 2026; atitude faz parte de plano de reestruturação

5 ago 2025 - 15h00
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Pouco tempo após anunciar o encerramento das atividades na fábrica de Oppama, no Japão, a Nissan agora confirma o fechamento de mais uma unidade. A planta, localizada no parque industrial Ciudad Industrial del Valle de Cuernavaca (CIVAC), no México, terá suas operações encerradas até março de 2026. A produção de veículos será transferida para outra fábrica da montadora no país, situada em Aguascalientes.

Com quase 60 anos de história, a CIVAC foi a primeira unidade da Nissan fora do Japão e produz atualmente os modelos Frontier, NP300/Navara e Versa. Inaugurada em 1966 com a fabricação do Datsun Bluebird, a planta ganhou uma segunda linha de montagem para caminhonetes leves em 1975. Desde então, mais de 6,5 milhões de veículos foram produzidos no espaço de 410 mil m², que hoje responde por cerca de 11% da produção mexicana da marca.

Oppama e CIVAC são duas das sete fábricas que a Nissan pretende desativar como parte de seu plano de reestruturação, chamado de Re:Nissan. Outra confirmação é o fechamento da fábrica número 1 na Tailândia, com a produção sendo centralizada na segunda unidade do país.

O objetivo da estratégia é reduzir a capacidade global de produção dos atuais 3,5 milhões para 2,5 milhões de veículos anuais e consolidar o número de plantas de 17 para 10, aumentando a utilização das unidades restantes para 100%.

Outras unidades da marca também podem fechar

Instalações em países como Índia, Argentina e África do Sul também correm risco de fechamento, segundo a agência Reuters. Além disso, o site Automotive News informou que a Nissan encerrará sua joint venture com a Mercedes-Benz na planta COMPAS (Aguascalientes), após o fim da produção dos modelos QX50 e QX55 ainda em 2025. O Mercedes-Benz GLB, por sua vez, deve sair de linha no primeiro trimestre de 2026.

Rumores também apontam para a possível venda da sede da Nissan em Yokohama, com a empresa passando a operar no local por meio de aluguel. Como parte das medidas de contenção de custos, cerca de 3 mil funcionários da área de Pesquisa e Desenvolvimento foram realocados para encontrar soluções que reduzam despesas.

Cortes de gastos da Nissan começam a dar resultado

Os resultados já começaram a aparecer: aproximadamente 4 mil ideias foram sugeridas, das quais cerca de 1.600 estão próximas da implementação. Para isso, o desenvolvimento de alguns novos modelos foi temporariamente suspenso, redirecionando recursos para esse esforço de economia.

Segundo a emissora japonesa NHK, até 20 mil postos de trabalho podem ser cortados, mais que o dobro das 9 mil demissões anunciadas pela empresa em novembro passado.

Enfrentando dificuldades, a Nissan tem adotado uma abordagem direta ao chamar seu plano Re:Nissan de uma iniciativa de recuperação. Além da redução de custos, a fabricante aposta na renovação da linha de modelos, na reestruturação da Infiniti e no fortalecimento da parceria com Renault e Mitsubishi.

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Estadão
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