Omoda Jaecoo esgota opções de fábricas prontas no Brasil e quer vender 50 mil carros em 2026
Montadora chinesa deve optar por caminhos mais complexos para fabricação local, enquanto aposta em híbridos plug-in e vendas diretas para crescer no País
A Omoda Jaecoo segue em busca de dar seu maior passo no Brasil: a instalação de uma fábrica local. No entanto, o cronograma deve avançar de forma mais lenta que o previsto. Roger Corassa, vice-presidente executivo da empresa no País, revelou que as possibilidades de encontrar uma planta ociosa de fácil adaptação se esgotaram.
Desse modo, a companhia já olha para possibilidades mais complexas e demoradas, como a construção de uma estrutura fabril do zero. "Estamos em conversas com muitos estados. Os principais fatores para a decisão são incentivos fiscais, a oferta de um parque de fornecedores e estrutura logística", diz Corassa.
A declaração chancela matéria publicada em julho do ano passado pelo site Autoesporte. O texto, assinado por Marcus Celestino, ex-editor da publicação e atual repórter do Jornal do Carro, e pelo editor-chefe André Paixão, revela que a Omoda Jaecoo dificilmente se valeria das instalações de Jacareí (SP), divididas entre Caoa e Chery.
À época, executivo da companhia comentou que a fábrica fechada há quase quatro anos "demandaria pesados investimentos para ter a produção retomada". As outras possibilidades, vale frisar, já eram consideradas problemáticas por "limitações de produção e eventuais expansões".
Omoda Jaecoo quer vender 50 mil carros no Brasil
À frente da operação da Omoda Jaecoo, Roger Corassa quer tornar a unidade brasileira a primeira em vendas no mundo. Atualmente, a região é a sexta maior entre os 64 países onde a companhia atua.
O plano para 2026 é vender 50 mil carros, com crescimento substancial sobre o resultado do ano passado. Para chegar lá, Corassa planeja a entrada no segmento de vendas diretas, com a oferta de carros da marca com descontos a Pessoas com Deficiência (PCD) e pequenos frotistas.
Para acompanhar a busca por mais visibilidade no Brasil, a Omoda Jaecoo traz novos produtos ao mercado local. O plano da companhia é oferecer todas as tecnologias de propulsão, de combustão interna a elétricos puros. Os híbridos plugáveis na tomada (PHEV) têm atenção especial.
"Na China, o preço dessa tecnologia começa a chegar perto dos híbridos leves. O mesmo vai começar a acontecer aqui em breve", aposta Corassa. Ainda no segundo trimestre chega ao mercado local o Jaecoo 5 HEV. Entre outubro e novembro é a vez do Omoda 4, que Corassa promete chegar com preço agressivo e, como a própria empresa já antecipou, pode vir com tecnologia híbrida flex.
Do chão de fábrica para a Sapucaí
Enquanto define os rumos industriais, a marca não tira os olhos da bola enquanto o jogo acontece. Os chineses da Omoda Jaecoo caíram no samba em 2026: a companhia patrocinou o Carnaval do Rio de Janeiro e, entre os investimentos feitos para aproveitar a visibilidade do evento, vai presentear a escola campeã com um Omoda 7.
"Não gostaria de falar valores, mas foi um aporte alto, correspondente à construção de uma nova marca no Brasil", declarou Corassa em bate-papo com jornalistas, atento aos carros que desfilam na Sapucaí.