Imposto dos carros elétricos sobe em julho e pode deixar importados até 8% mais caros
Alíquota de importação volta a 35% em 2026 e ameaça encarecer carros elétricos e híbridos trazidos de fora
O mercado de carros eletrificados cresceu forte no Brasil em 2025, porém, segundo análise feita pelo Mundo do Automóvel para PCD, uma mudança de imposto pode frear esse avanço já em 2026. A partir de julho, a alíquota de importação para elétricos e híbridos volta a subir, pressionando os preços.
A medida faz parte do cronograma de retomada dos impostos para veículos eletrificados importados. Com isso, a alíquota voltará ao patamar de 35%, o mesmo aplicado atualmente aos carros a combustão tradicionais vendidos no país.
Em encontro da Abeifa com a imprensa, foi anunciado essa mudança que deve impactar diretamente o bolso do consumidor. A alíquota sobe de 30% para 35% em julho, o que pode gerar aumento de até 8% nos preços finais dos carros elétricos importados.
Na prática, um carro elétrico importado que hoje custa cerca de R$ 200 mil poderia passar a custar perto de R$ 216 mil após o reajuste. Assim, a diferença pode ser significativa para quem pretende comprar um modelo eletrificado ainda em 2026.
Apesar da alta prevista para os importados, o efeito não será igual para todos os carros eletrificados. Isso acontece porque algumas marcas já utilizam sistemas de montagem local, como CKD e SKD, para reduzir custos e impostos.
Nesse cenário, se a montadora atingir pelo menos 55% de conteúdo nacional, a alíquota tende a subir de 10% ou 14% para cerca de 16%. Assim, o impacto estimado fica em torno de 3% para elétricos e apenas 1% para híbridos.
Mesmo com o possível aumento nos preços, a eletrificação já ganhou escala real no Brasil. O desafio agora será equilibrar crescimento, política industrial e acessibilidade para manter o ritmo do mercado, destaca o Mundo do Automóvel para PCD.