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Oficinas que não se adaptarem a carros elétricos podem sumir em até 20 anos, alerta especialista

Vendas de elétricos crescem 33% em 2025; preparo exige alto investimento em capacitação e equipamentos.

29 ago 2025 - 04h59
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Foto: Getty Images

A eletrificação da frota brasileira começa a impor novos desafios às oficinas mecânicas e empresas de assistência automotiva. Embora os carros elétricos ainda representem uma parcela pequena do mercado, a tendência é de crescimento acelerado — e quem não se preparar pode ficar para trás.

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Segundo o professor de Engenharia da Universidade São Judas Paulo César, a adaptação não deve ser vista apenas como necessidade, mas como oportunidade de negócio. “Oficinas que investem nesse segmento se posicionam à frente da concorrência, atraindo uma clientela mais moderna e com maior poder aquisitivo”, afirma.

Custos e barreiras de entrada

O caminho, no entanto, não é simples. A mudança exige investimento em equipamentos específicos, capazes de lidar com alta tensão e sistemas eletrônicos avançados, além de treinamento constante da equipe. O professor destaca que esses custos podem ser altos, principalmente para oficinas de pequeno e médio porte.

Ainda assim, a demora em agir pode comprometer a sobrevivência do negócio. “Embora a frota de elétricos seja pequena hoje, seu crescimento acelerado indica que a demanda por manutenção especializada só aumentará. Aguardar 10 ou 20 anos para se adaptar pode significar a obsolescência do negócio”, alerta.

Mercado em crescimento no Brasil

O movimento de eletrificação no país já mostra números expressivos. No primeiro semestre de 2025, foram vendidos 30,4 mil carros 100% elétricos, um aumento de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Modelos como o BYD Dolphin Mini e o Volvo EX30 lideram o ranking de vendas, reforçando a tendência de maior aceitação desses veículos entre os consumidores.

Somando elétricos e híbridos, a frota eletrificada brasileira já ultrapassa as 320 mil unidades. Desse total, cerca de 73 mil são elétricos puros, enquanto o restante se divide entre híbridos convencionais e plug-in. 

Anda que representem pouco mais de 4% do mercado de automóveis novos, as projeções indicam um crescimento acelerado, com expectativa de movimentar US$ 14,8 bilhões até 2030, a uma taxa de expansão anual próxima de 36%.

Conhecimento como ativo central

Mais do que a compra de ferramentas, o grande diferencial estará na qualificação. A eletrificação trouxe sistemas de baterias de alta complexidade, softwares embarcados e novos protocolos de segurança que exigem preparo técnico.

“O investimento não é apenas em equipamentos; os ativos mais valiosos são conhecimento e capacitação. Aqueles que entenderem o novo cenário e se capacitarem agora sairão na frente, garantindo seu espaço e relevância no mercado automotivo”, explica Paulo César.

Mercado de nicho em expansão

Apesar de ainda restrito, o setor de manutenção de elétricos deve se tornar um nicho em rápida expansão. Isso porque, à medida que novos modelos chegam ao país e a rede de recarga se amplia, cresce também a necessidade de profissionais aptos a oferecer suporte técnico confiável.

As oficinas que se anteciparem nesse movimento têm chance de se consolidar como referência, conquistando um público com maior poder de compra e fidelizando clientes que buscam segurança em serviços altamente especializados.

“Quem entender o novo cenário agora terá vantagens não apenas competitivas, mas estratégicas. Essa transformação não é mais uma tendência distante, é uma realidade que já começou”, conclui o professor.

Fonte: Terra Content Solutions
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