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O que é tecnologia ADAS? 6 respostas sobre assistência ao motorista

Jornal do Carro responde às principais dúvidas sobre os itens que se tornarão obrigatórios no Brasil a partir de 2029

9 ago 2026 - 05h30
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Os carros estão ficando cada vez mais tecnológicos e o melhor exemplo disso são os sistemas ADAS - tecnologias de assistência à condução. Essas soluções tornam-se cada vez mais presentes nos veículos novos e já existe regulamentação para tornar vários itens obrigatórios no Brasil nos próximos anos.

Toda novidade, ainda mais quando se trata de tecnologia, pode gerar diversas dúvidas. Para de ajudar com isso, o Jornal do Carro reuniu tudo o que você precisa saber sobre os recursos ADAS.

Quais são os principais recursos do ADAS?

É possível citar diversos recursos ADAS. Entre os mais simples, estão o controle de velocidade de cruseiro, que mantém o carro em uma velocidade pré-definida, e os alertas de frenagem e de saída de faixa.

Há também os recursos autônomos, como a frenagem automática de emergência, capaz de frear o carro sozinho em situações de perigo, o assistente de permanência em faixa e o piloto automático adaptativo, que consegue regular a velocidade do veículo de acordo com a via.

Câmeras de ré, de 360º e até aquelas que mostram a parte inferior dos veículos também são considerados sistemas ADAS. Assim como os monitores de ponto cego, assistentes de estacionamento, alerta de fadiga e leitor de placas.

ADAS e carro autônomo são a mesma coisa?

Sim e não. Para um carro ser considerado autônomo ele precisa ter uma série de recursos ADAS, porém, nem todo carro com recursos ADAS é considerado autônomo.

Para definir melhor cada coisa, a SAE (sociedade dos engenheiros da mobilidade) criou os níveis de automação ADAS:

  • Nível 0 | Sem automação: carro sem nenhum recurso autônomo de assistência à direção, podendo emitir apenas alerta (Ex. alerta de colisão e de saída de faixa).
  • Nível 1 | Assistência ao condutor: O carro já começa a apresentar certa automação, mas cada recurso atua de forma separada. Por exemplo, o piloto automático (aceleração) atua de maneira independente à frenagem de emergência (freio).
  • Nível 2 | Assistência parcial: Permite fazer coisas simultâneas, como controlar direção, freio e acelerador, mas exige a atenção do motorista a todo o momento. Aqui se encaixam assistentes como o piloto automático adaptativo e é o nível onde se encontram a maioria dos carros do Brasil.
  • Nível 3 | Automação condicional: Nível maior de automação, que já permite ao motorista tirar as mãos do volante em certas situações. No entanto, ele deve manter a atenção na estrada e estar pronto para retomar o controle a qualquer momento. Ainda não foi difundido comercialmente, sendo o Mercedes-Benz Drive Pilot o primeiro a conseguir certificação para operar.
  • Nível 4 | Alta automação: Veículo se torna totalmente autônomo, mas apenas dentro de áreas pré-mapeadas e em condições de clima favorável. Sob chuva forte e neblina, por exemplo, exige a intervenção humana. É o nível usado hoje em projetos de robotáxi, mas não em carros de produção.
  • Nível 5 | Automação total: O carro pode rodar sem intervenção humana em qualquer via e sob qualquer condição climática. Essa fase ainda não existe comercialmente e ainda está sendo testada em protótipos.

Quando o ADAS pode falhar?

Existem diversas situações em que o ADAS pode não funcionar, portanto, o motorista precisa estar atento.

No geral, as condições climáticas são os principais fatores que atrapalham o sistema. Chuvas fortes, neblina e até mesmo sol forte podem fazer com que câmeras e sensores não operem direito. Nesses casos, os veículos costumam emitir avisos no painel, alertando os condutores que os recursos não estão operantes.

Sensores e câmeras sujos, desalinhados ou descalibrados também podem apresentar falhas. Nesse caso, as montadoras sempre recomendam que os equipamentos sejam recalibrados após algum tipo de reparo.

Xiaomi SU7 bateu em um monte de terra na China
Xiaomi SU7 bateu em um monte de terra na China
Foto: Reprodução/Sina / Estadão

ADAS é obrigatório no Brasil?

As leis no Brasil já estão avançando para tornar alguns recursos ADAS obrigatórios. Uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), aprovada em dezembro de 2025, já determina que novos projetos de veículos homologados no Brasil tenham frenagem autônoma de emergência desde janeiro de 2026.

A mesma resolução também determina que, a partir de 1º de janeiro de 2029, todos os carros novos lançados no país saiam de fábrica com o sistema de frenagem autônoma, o que inclui também projetos mais antigos.

Em 2031 a lei ficará mais rígida. Obrigatoriamente, os sistemas de frenagem automática também deverão reconhecer objetos parados na pista, passando por um teste específico com obstáculos fixos.

Para facilitar o acesso à tecnologia, que hoje é importada, o Senai Pernambuco, em parceria com universidades e montadoras, como a Volkswagen e Stellantis, já está desenvolvendo uma tecnologia nacional com um investimento de R$ 44 milhões.

Estadão
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