Nunes critica liberação do Uber Moto e diz que STF "não vai chorar no cemitério"
Prefeito de São Paulo voltou a defender a proibição do transporte remunerado por motocicletas na capital e afirmou que a decisão do Supremo pode aumentar o número de acidentes
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a proibição do transporte remunerado por motocicletas em São Paulo voltou a acirrar o embate entre a Prefeitura e as plataformas de mobilidade. Um dia após o anúncio, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que o STF "não vai chorar no cemitério" pelas pessoas que morrerem em acidentes envolvendo motocicletas e voltou a defender que o serviço representa um risco para a segurança viária.
A Prefeitura argumenta que motociclistas já estão entre as principais vítimas de sinistros na capital e que ampliar esse tipo de transporte pode elevar a exposição ao risco, especialmente em uma cidade com tráfego intenso como São Paulo.
O que dizem os aplicativos?
As plataformas defendem que o transporte por motocicleta é uma modalidade prevista na legislação federal e já opera em centenas de cidades brasileiras.
Elas também afirmam já adotar mecanismos de segurança, como exigência de documentação, uso obrigatório de capacete e ferramentas de monitoramento das viagens.
O que acontece agora?
Com a decisão do STF, a proibição imposta pelo município perde efeito, mas o debate está longe de terminar.
A Prefeitura de São Paulo ainda estuda quais medidas poderá adotar após o julgamento, enquanto as plataformas defendem a retomada definitiva das operações na cidade.
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