Neta: o que esperar da marca chinesa de carros elétricos?
Fabricante que esteve no Festival Interlagos, em agosto, inicia operações no Brasil no começo de novembro com a pré-venda de dois carros
A Neta é mais uma marca chinesa de carros elétricos com planos ambiciosos para o Brasil. Só que sua visão é diferente: a ideia é emplacar carros tecnológicos, inteligentes e acessíveis
Você viu aqui no Terra Mobilidade que uma nova marca chinesa de carros elétricos vai iniciar suas operações no Brasil. Falamos da Neta Auto, marca que pertencente a Hozon Auto e que começa a atuar em fase de pré-venda a partir do dia 1º de novembrro.
Neste primeiro momento, a fabricante - que mira o sucesso de GWM e principalmente da BYD - dará início ao processo de reservas do hatch Aya, a partir de R$ 124.900; e do SUV "X", por iniciais R$ 194.900. A Neta Auto tem foco específico: quer ser uma marca de carros elétricos "inteligentes" e de tecnologia acessível.
Os dois primeiros produtos, Aya e X, estreiam em duas e três versões, respectivamente.
O Aya custará os R$ 124.900 na versão Comfort, de entrada; e vê o preço subir para R$ 134.900 na mais completa, a Luxury. É um carro de visual controverso e que tem o mesmo porte de um Kia Stonic, com 4,07 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,54 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. Ele tem motor de 95 cv e bateria de 40,7 kWh, o que lhe confere autonomia de 263 km no ciclo do PBEV do Inmetro.
Já o X é um SUV médio com 4,62 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,62 m de altura e 2,77 m de entre-eixos. As configurações (400, 500 e 500 Luxury) vão variar de preço entre R$ 194.900 e R$ 214.900. A de entrada tem motor de 163 cv com bateria de 52,5 kWh e alcance de 258 quilômetros. Já as duas mais caras usam um motor com bateria de 64,1 kWh, que resulta em uma autonomia de 317 km.
Futuramente, em 2025, a marca prometeu trazer mais dois carros: o GT, cupê esportivo com 4,71 m de comprimento em duas versões, uma de tração traseira com 231 cv e outra com tração nas quatro rodas com 394 cv; e o "L", um SUV com extensor de alcance que tem até versão híbrida lá fora.
Lembrem-se: a Neta quer ser uma empresa de carros elétricos acessíveis. A ideia é fazer do Aya uma opção mais interessante, atraente e barata que os BYD Dolphin e Dolphin Mini; e do X uma alternativa com preço competitivo aos tradicionais modelos médios do mercado, como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e demais utilitários que custam menos de R$ 200 mil.
Acessíveis sem deixarem de ser tecnológicos e luxuosos: a meta da Neta é vender carros bem equipados e ricos em tecnologias pelo preço de modelos tradicionais que estão fora do segmento premium.
Com tecnologia de recargas ultrarrápidas. Dará certo?
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.