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Honda e Nissan mantêm conversas, mas 'nova' fusão está fora de pauta

Depois da tentativa frustrada de fusão em 2024, montadoras japonesas tentam selar acordos estratégicos para enfrentar a crise

22 fev 2026 - 14h26
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A fusão entre Honda, Nissan e Mitsubishi, anunciada no final de 2024, não deu certo. Apesar do acordo inicial, as fabricantes romperam o negócio que criaria o terceiro maior grupo automotivo do mundo. Mas, de acordo com o site Automotive News, as marcas ainda mantêm conversas para uma futura parceria.

Porém, a palavra fusão ainda não voltou à mesa. As três montadoras japonesas discutem formas práticas de cooperação e sinergia para enfrentar as dificuldades encontradas em mercados mais competitivos e difíceis - além também de tentar conter o avanço das chinesas.

Em vez disso, há evidências de que as conversas, embora não estejam mais centradas em uma fusão estrutural, passaram a abordar formas práticas de cooperação que poderiam trazer benefícios mútuos em um mercado muito mais dividido e difícil.

Durante a apresentação de resultados financeiros da Nissan, o CEO da marca, Ivan Espinosa, afirmou que a companhia continua a ter conversas com a Honda e que há um empenho para encontrar parceiros. O foco, no entanto, não é dividir o mesmo teto, mas trabalhar em projetos conjuntos.

Parceria no desenvolvimento de produtos, motores e software

Segundo a Reuters, Honda e Nissan estão em discussões de colaboração para o desenvolvimento e produção de carros e motores na América do Norte. O objetivo é dar mais competitividade às marcas em um mercado em que elas têm volumes de vendas significativos, mas encontram dificuldades financeiras para investir - principalmente em tecnologia.

Do lado da Honda, o vice-presidente executivo, Noriya Kaihara, diz que as conversas não envolvem somente produtos, mas também desenvolvimento de softwares para veículos.

Fusão foi por água abaixo

Honda e Nissan chegaram a anunciar, em 2024, um acordo de fusão que criaria uma empresa avaliada em quase US$ 60 bilhões. As companhias iriam operar por meio de uma holding, mas com a Honda assumindo o papel principal.

O acordo criaria o terceira maior grupo automotivo global, com quase 8 milhões de carros vendidos ao redor do planeta.

A estrutura inicial era uma participação mais equilibrada entre empresas, mas com as novas diretrizes a Nissan seria uma "mera" subsidiária.

Para a Nissan, que enfrenta uma grave crise, a parceria pode significaria uma reviravolta nas contas. A marca vem lutando para recuperar os lucros e as vendas em declínio na última década. Já para a Honda, a vantagem seria utilizar a experiência da futura parceira em tecnologia para carros elétricos.

Á época, o CEO da Honda, Toshihiro Mibe, disse que a intenção do negócio não era "salvar" a Nissan, e sim fazer uma adaptação drástica no ambiente da empresa.

Estadão
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