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Honda CB750 Hornet: a naked mais dócil que você pode ter; veja o teste

Nova geração da naked de 755 cc traz cinco modos de pilotagem e preço de R$ 53.694; vale a pena?

5 mar 2026 - 11h14
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A Honda traz de volta um nome conhecido do público brasileiro com a chegada da CB750 Hornet 2026. A nova naked amplia a família iniciada pela CB500 Hornet e passa a ocupar o espaço intermediário da linha, com motor bicilíndrico inédito de 755 cc, cinco modos de pilotagem e foco declarado em agilidade.

A proposta combina desempenho e eletrônica embarcada com uma ciclística voltada ao uso esportivo. O modelo chegou às concessionárias em novembro do ano passado, com preço público sugerido de R$ 53.694 (base São Paulo), garantia de três anos e revisões a cada 6.000 km. Assim, a linha de motocicletas naked da Honda fica da seguinte forma:

  • CB300F Twister CBS: R$ 25.150;
  • CB300F Twister ABS: R$ 26.150;
  • CB500 Hornet: R$ 43.040;
  • CB750 Hornet: R$ 53.694;
  • CB650R E-Clutch: R$ 58.270;
  • CB1000R: R$ 78.870;
  • CB1000R Black Edition: R$ 87.730.

Motor: bicilíndrico paralelo com 69,3 cv

O principal destaque técnico da CB750 Hornet é o motor bicilíndrico paralelo de 755 cc. Segundo a Honda, ele entrega 69,3 cv de potência máxima e 7,04 kgf.m de torque.

O conjunto utiliza comando Unicam de oito válvulas, solução já aplicada em modelos de competição e na Africa Twin, além de virabrequim com defasagem de 270°, configuração que privilegia entrega de torque em médias rotações.

A aceleração é gerenciada por acelerador eletrônico (Throttle-By-Wire). Por ser eletrônico, deu a chance de a Honda criar cinco modos de pilotagem: Sport, Rain, Standard e dois "User" personalizáveis. Há três níveis de controle de tração (HSTC), integrado ao controle de empinada, além de ajustes de potência e freio-motor.

E pode parecer pouca potência num primeiro momento. Afinal, lá fora, a CB750 Hornet é vendida com mais de 90 cv. Aqui no Brasil a redução de potência se deve ao Promot 5, marco regulatório que estabelece o nível máximo de poluição emitido por motocicletas.

Porém, ao trazer a potência e torque para uma faixa mais baixa, dá para ver que o trabalho da Honda foi feito com esmero. A partir de 6 mil rotações, o motor ganha fôlego e entrega o torque e a potência que fazem o piloto pular para trás. A moto empolga.

Não é como uma Yamaha MT-07, que é muito mais bruta. Chega até a incomodar em alguns momentos. A Hornet é bem mais dócil e ouso dizer que na medida certa para quem ainda não está acostumado com este tipo de motocicleta.

Ciclística afinada

A estrutura é formada por chassi de aço tipo Diamond, com subchassi integrado. A Honda soldou uma peça na outra para dar mais firmeza e estabilidade para a motocicleta. O peso declarado a seco é de 180 kg.

Na dianteira, a suspensão é Showa SFF-BP invertida. A suspensão invertida proporciona mais controle sobre a moto, além de mais conforto para os braços por abserver melhor os impactos provocados por imperfeições do asfalto.

Os freios contam com dois discos dianteiros de 296 mm e pinças radiais de quatro pistões. As rodas de 17 polegadas usam pneus 120/70 na frente e 160/60 atrás.

O conjunto de amortecedores é bastante competente e ajuda a fazer curvas de forma segura. Porém, uma viagem de mais de duas horas pode cansar os menos aventureiros. Por ser uma moto que tem a intenção de transmitir esportividade, vias muito castigadas costumam cansar com mais facilidade, uma vez que ela não faz muita questão de eliminar os solavancos que vêm da pista.

Pelo contrário, transmite essa esportividade de forma eficiente, e o efeito colateral é deixar o corpo mais cansado.

Ergonomia e tecnologia

A altura do assento é de 79 cm, número que amplia o alcance do modelo para diferentes estaturas. Para se ter noção, é basicamente a mesma altura das motos mais populares, como Honda CG e Yamaha Factor. A posição de pilotagem é mais atacante, característica comum nas naked, com pedaleiras levemente recuadas.

E isso por si só já deixa o piloto menos confortável do que numa trail, por exemplo. A Transalp, que você já viu o teste aqui no Jornal do Carro, é um belo exemplo de trail que daria para passar horas e horas viajando. Já a Hornet, duas horas é o limite.

O painel é TFT colorido de 5 polegadas, que tem comando retroiluminado no punho esquerdo. O modelo também traz piscas com cancelamento automático (configurável) e sistema ESS (Emergency Stop System), que aciona alerta luminoso em frenagens bruscas.

A leitura do painel é bastante interessante e intuitiva, mas deixa de lado a conectividade com celular. A Honda já deveria oferecer esse tipo de tecnologia, uma vez que marcas como Yamaha e Royal Enfield já disponibilizam painel de instrumentos com conexão com celular para suas naked.

Preço e posicionamento

A CB750 Hornet será oferecida nas cores Branco Perolizado e Preto Metálico. Pelo conjunto mecânico e preço, a moto entra em um segmento competitivo de naked médias, apostando no equilíbrio entre desempenho, eletrônica e pacote ciclístico que permite que condutores menos experientes encontrem nela mais facilidade de pilotar do que na MT-07. A concorrente da Yamaha, apesar de já vir com painel que permite conexão com celular, custa R$ 57.990 (sem frete).

Assim, se você é um consumidor que já está acostumado com motos esportivas, a MT-07 é a escolha mais divertida. Porém, se é a sua primeira vez no mundo das naked e já vai migrar para uma de 750 cilindradas, a da Honda é a melhor porta de entrada por ser menos arisca que a sua concorrente nipônica.

Estadão
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