Híbrido leve, plug-in ou elétrico? Entenda as tecnologias e saiba qual carro escolher
Saiba como funciona e quais são as diferenças entre veículos MHEV, HEV, PHEV, REEV e BEV e descubra qual solução eletrificada é a ideal para a sua rotina
Se você pesquisou o universo automotivo recentemente, certamente se deparou com com siglas como BEV, PHEV e MHEV para descrever a motorização do carro. Os acrônimos descrevem diferentes tecnologias e níveis de eletrificação.
Essas soluções não são novas, mas foi a partir de 2020 que ganharam tração definitiva no mercado global. No Brasil, boa parte dessa virada se deve à chegada em peso das fabricantes chinesas — com destaque para BYD e GWM. As marcas desembarcaram no País em meados de 2023 com estratégias agressivas e logo assumiram a liderança nos segmentos de carros híbridos e elétricos.
BEV: Battery Electric Vehicle (Veículo Elétrico a Bateria)
Por fim, estão os modelos 100% elétricos. Dentre os exemplos mais conhecidos do mercado nacional estão o BYD Dolphin, o GWM Ora 03 e o Geely EX2.
Como o próprio nome diz, o carro elétrico funciona exclusivamente com propulsores elétricos e baterias, sem nenhum tipo de interferência de combustível fóssil.
A capacidade dessas baterias é medida em quilowatt-hora (kWh), métrica equivalente ao volume em litros dos tanques de combustível. Quanto maior a capacidade em kWh, maior tende a ser a autonomia — embora fatores como peso, aerodinâmica e potência do motor também influenciem o alcance final.
O abastecimento pode ser feito em corrente alternada (AC), geralmente por carregadores domésticos (wallbox) de menor potência, ou em corrente contínua (DC), nas estações rápidas. Em um eletroposto DC de 70 kW, por exemplo, o Geely EX2 (com bateria de 39,4 kWh) recupera de 30% a 80% da carga em cerca de 21 minutos. Já em um wallbox AC doméstico, são necessárias cerca de 6,5 horas para completar a carga de 0 a 100%.
REEV: Range Extended Electric Vehicle (Veículo Elétrico de Autonomia Estendida)
Essa solução é vista como tendência para os próximos anos. Ao contrário de um híbrido tradicional, em um veículo híbrido em série há um extensor de alcance (Range Extender) e o motor elétrico é o único responsável por tracionar as rodas e, por conseguinte, mover o carro. O propulsor a combustão atua como uma espécie de gerador, que recarrega a bateria.
Esta tecnologia é vista como uma solução estratégica para oferecer carros com "sensação de elétrico", mas com preços mais acessíveis que os veículos 100% elétricos (BEV). Isso sem a "ansiedade de autonomia", já que o motorista pode simplesmente abastecer com gasolina para continuar gerando energia.
O Leapmotor C10 foi um dos pioneiros na oferta da tecnologia ao mercado brasileiro. O CEO da Stellantis, que controla a marca chinesa no Brasil, Herlander Zola, já confirmou que a solução será usada em outras empresas do grupo, como Jeep e Fiat.
Qual tecnologia escolher?
Se você está buscando carros com algum tipo de eletrificação, é importante definir qual alternativa melhor se encaixa na sua rotina.
Modelos híbridos leves entregam uma melhora tímida no consumo de combustível em comparação com as versões puramente a combustão. O Fiat Pulse Hybrid, por exemplo, registrou um ganho de 10,7% na economia de combustível em relação às versões sem tecnologia MHEV.
Os híbridos convencionais e plug-in oferecem mais autonomia, menor consumo de gasolina e excelente eficiência energética. São indicados para quem realiza trajetos urbanos diários e longas viagens. Além disso, diversos estados e municípios brasileiros oferecem isenção de rodízio ou descontos no IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) para esses modelos.
Já os veículos totalmente elétricos costumam ter números de autonomia total menores do que os híbridos em viagens longas, mas são imbatíveis no uso urbano. O custo por quilômetro rodado é consideravelmente menor, já que o valor do kWh cobrado nas recargas é muito mais barato do que o litro da gasolina ou do etanol.
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