Porsche vende ações da Bugatti e marca deixa Grupo Volkswagen
Porsche finalizou a venda de sua participação na Bugatti Rimac e no Grupo Rimac por aproximadamente 1 bilhão de euros. Acordo encerra vínculo de mais de 20 anos
A Porsche concluiu a venda de sua fatia na Bugatti Rimac e no Grupo Rimac por cerca de 1 bilhão de euros a investidores liderados pela HOF Capital, marcando a saída da Bugatti do Grupo Volkswagen após mais de 20 anos. O Grupo Rimac mantém 55% da joint venture, e Mate Rimac assume a presidência da Bugatti. Parte do montante obtido pela Porsche, cerca de 250 milhões de euros, será direcionada para financiar as obrigações previdenciárias de seus colaboradores, elevando suas projeções de caixa.
A Bugatti foi adquirida pelo Grupo Volkswagen em 1998. Na época, o então CEO da empresa, Ferdinand Piech, desejava agregar uma marca de alto prestígio ao portfólio do conglomerado.
A vontade era tamanha que Piech não se contentou apenas com a Bugatti. Adquiriu também Lamborghini e Bentley, inserindo o Grupo Volkswagen de vez no segmento de alto luxo.
Nesta quinta-feira (10) a Porsche finalizou a venda de sua participação na Bugatti Rimac e no Grupo Rimac por aproximadamente 1 bilhão de euros. Com isso, a tradicional marca de superesportivos deixou o Grupo Volkswagen após mais de duas décadas.
O negócio foi selado junto a um consórcio de investidores liderado pela HOF Capital. Dessa maneira, o Grupo Rimac manteve os 55% da Bugatti Rimac, enquanto a fatia vendida pela Porsche correspondia aos 45% restantes da joint venture, bem como 21% do próprio Grupo Rimac.
Valor da venda vai financiar obrigações financeiras
A Porsche já sabe o que fazer com parte do valor da venda da Bugatti. A empresa vai separar cerca de 250 milhões de euros para financiar as obrigações previdenciárias de seus funcionários.
De quebra, a transação aumentou a projeção da margem de fluxo de caixa líquido para entre 5,5% e 7,5%.
VW comprou Bugatti e reviveu marca em grande estilo
Sob comando alemão, a Bugatti reviveu em grande estilo. Apresentou carros-conceito como o EB 16.4 Veyron, que daria origem ao Veyron.
Lançado em 2005, um dos maiores ícones da história recente da Bugatti rompeu a barreira dos 1.000 cv (ou 1.001 cv, para ser mais preciso) e ultrapassou os 400 km/h de velocidade máxima.
Em 2021, a Bugatti se uniu à Rimac, especializada em tecnologias aplicadas em carros elétricos de alto desempenho. Assim nasceu a Bugatti Rimac, que segue existindo.
Agora, a transição também chega à gestão. Mate Rimac assume a presidência da Bugatti Automobiles, enquanto novos executivos passam a comandar áreas da Bugatti Rimac.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.