GWM Haval H6 2027 estreia versões híbridas flex no Brasil; veja preços
SUV passa a aceitar etanol de olho na disputa com a Toyota e tem mudanças em potência e torque a depender da configuração; confira
A GWM divulgou oficialmente na terça-feira, 9, a nova linha 2027 do Haval H6. O SUV agora conta com versões com sistema híbrido flex produzidas na fábrica de Iracemápolis, interior de São Paulo.
A nova configuração bicombustível está disponível em todas as versões do SUV, desde as híbridas plenas de entrada até as plug-in mais caras, seguindo a mesma estratégia do Tank 300.
O objetivo da GWM é brigar diretamente com a Toyota, que até pouco temo era a única fabricante a oferecer no Brasil modelos híbridos plenos com tecnologia flex.
Preços e versões do GWM Haval H6 2027
- Haval H6 One - R$ 199.900 (antes era R$ 199 mil)
- Haval H6 HEV2 - R$ 225.000 (antes era R$ 224 mil)
- Haval H6 PHEV19 - R$ 250.000 (antes era R$ 249 mil)
- Haval H6 PHEV 35 - R$ 290.000 (antes era R$ 289 mil)
- GWM H6 PHEV GT - R$ 326.000 (preço mantido)
Haval H6 híbrido flex tem mudanças de potência e torque
Com a chegada da tecnologia flex, o Haval H6 passou por mudanças no conjunto híbrido. No caso das versões HEV, a potência combinada subiu de 243 cv para 248 cv. O torque, por outro lado, é o mesmo: 55 kgfm. A título de comparação, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h caiu de 7,9 para 7,6 segundos.
O motor 1.5 turbo flex usa ciclo Miller, solução voltada à eficiência no consumo. De acordo com a GWM, o sistema reduz perdas por bombeamento, trabalha com menor tempo de abertura das válvulas de admissão e tem ciclo de expansão maior que o de compressão.
A adaptação ao etanol também exigiu mudanças em componentes internos do motor e no sistema de alimentação. O H6 flex recebeu novo conjunto de velas, filtro e bombas de combustível recalibrados, além de novos bicos injetores.
Outra novidade é a introdução de um sensor de etanol na galeria de combustível, responsável por identificar a proporção do biocombustível no tanque e ajustar o funcionamento do motor. A fabricante também afirma ter adotado materiais internos revisados e tratamento de superfície nos pistões, por conta das características da queima do combustível.
Bateria e mudanças na transmissão
Nas versões HEV, a GWM adotou uma nova bateria de tração, com 1,53 kWh de capacidade e composição de níquel, manganês e cobalto. Segundo a marca, a janela de utilização foi ampliada de 30% a 80% para 25% a 85% de carga, o que contribui para 20% mais autonomia elétrica e maior eficiência em baixas cargas. A bateria ficou 20% mais leve, com redução de 10 kg, ganhou nova posição no veículo, proteção contra poeira e água e novo sistema de arrefecimento direto.
Outra mudança está na transmissão híbrida DHT. De acordo com a GWM, tem novo sistema de lubrificação e motor de tração e gerador menores e mais leves. A fabricante também diz que a arquitetura ficou mais enxuta, com funções gerenciadas por software, e que a função de desacoplamento ajuda a reduzir perdas no sistema.
Nas versões plug-in, a potência não mudou, mas houve redução de torque. No Haval H6 PHEV19, o conjunto segue com 326 cv, enquanto o torque caiu de 55,1 kgfm para 54,5 kgfm. Ainda assim, o tempo de 0 a 100 km/h passou de 7,6 para 7,4 segundos. A versão mantém bateria de 19 kWh, do tipo lítio-ferro-fosfato, fornecida pela Svolt.
Já nas versões PHEV35, Premium e GT, a potência continua em 393 cv. O torque, porém, caiu significativamente, passando de 78,7 kgfm para 65,5 kgfm. A redução está ligada à mudança na arquitetura do conjunto híbrido. Antes, o sistema usava motor elétrico e gerador atuando na tração e agora passa a contar com apenas um motor elétrico. A GWM garante que esse componente, sozinho, consegue entregar a mesma potência, com menor peso e desempenho semelhante ao da configuração anterior.
O 0 a 100 km/h do Haval H6 PHEV35 passou de 4,9 para 4,8 segundos, enquanto o GT foi de 4,8 para 4,7 segundos. Nestas versões, a bateria tem 35 kWh, com células de níquel, manganês e cobalto, também fornecidas pela Svolt.
As versões PHEV35 e GT receberam ainda o câmbio DHT do Wey 07. O sistema tem quatro marchas e, segundo a GWM, melhora o escalonamento, amplia a oferta de torque em arrancadas e retomadas e favorece a dirigibilidade no uso cotidiano. A marca afirma ainda que a solução permite manter o motor a combustão em sua faixa de maior eficiência.
Consumo e autonomia elétrica
No Haval H6 HEV flex, os números informados pela GWM são de 15,8 km/l na cidade e 13 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, o SUV faz 10,2 km/l em ciclo urbano e 9 km/l no rodoviário. A título de comparação, a versão anterior a gasolina tinha médias de 14,7 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada.
No PHEV19 flex, o consumo com gasolina é de 14,7 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada. Com etanol, os números são de 10 km/l e 8,9 km/l, respectivamente. Segundo a GWM, houve ganho de eficiência de até 8,8% na cidade e 8,4% na estrada. A autonomia elétrica subiu: são 115 km pelo ciclo WLTP e 77 km pelo Inmetro, ante 73 km na medição nacional anterior.
Nas versões PHEV35 e GT, o consumo com gasolina é de 12,5 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada. Com etanol, as médias ficam em 9,2 km/l e 7,4 km/l, respectivamente. A autonomia elétrica passou para 180 km no ciclo WLTP e 126 km pelo Inmetro, contra 119 km na medição nacional anterior.
Na recarga, o PHEV19 aceita 6 kW em corrente alternada e 33 kW em corrente contínua, com carga de 20% a 80% em 25 minutos. Já as versões PHEV35 e GT têm carregamento de 6 kW em corrente alternada e 48 kW em corrente contínua, com o mesmo intervalo de 20% a 80% feito em 30 minutos.
De acordo com a GWM, o Haval H6 híbrido flex foi desenvolvido para rodar 100% com etanol, com calibração feita no Brasil e processo de desenvolvimento e testes conduzido integralmente pela própria marca. Segundo a fabricante, o projeto levou 12 meses e envolveu mais de 400 mil km rodados em validações da tecnologia.
Os testes foram realizados em diferentes regiões do país, incluindo trechos em São Paulo (SP), Curitiba (PR), Londrina (PR), Dourados (MS), Ouro Fino (MG) e Serra da Mantiqueira, contemplando variações de altitude, temperatura e condições de uso. A ideia foi adaptar o conjunto híbrido ao combustível brasileiro sem descaracterizar a proposta original de desempenho e eficiência do SUV.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.