Europa quer dar novo impulso aos carros elétricos, mas com baterias locais
União Europeia vai apresentar novo plano de incentivo aos veículos elétricos para melhorar a competição com montadoras chinesas
A União Europeia deve publicar ainda esta semana um novo plano de ação automotivo para garantir que as montadoras europeias possam eletrificar suas frotas e serem mais competitivas perante as empresas chinesas. O plano estará condicionado à produção local de baterias, informou a agência Reuters.
O novo impulso da Europa à demanda de carros elétricos será apresentado a 27 países e prevê requisitos de conteúdo local para a produção de baterias automotivas. A ideia é acelerar inicialmente a adoção de veículos elétricos em frotas de empresas, que representam cerca de 60% das vendas de carros zero km do bloco europeu.
O fim abrupto dos subsídios da Alemanha e a escassez de veículos elétricos baratos contribuíram para a retração nas vendas do segmento, levando a uma queda de 5,9% em 2024, segundo a ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis). A limitada infraestrutura de carregamento também afastou os consumidores.
A Comissão Europeia trabalhará com os países membros a melhor forma de incentivar as compras de EVs e as opções de financiamento para eles.Veículos pesados de emissão zero, por exemplo, devem ser isentos de taxas rodoviárias.
Segundo a Reuters, a Comissão Europeia reconhece que a indústria local corre o risco de perder participação de mercado na tecnologia de veículos elétricos e tem custos muito mais altos do que a indústria chinesa.
A agência também informou que a UE vai analisar o suporte para empresas que produzem baterias na região e que incentivos podem estar disponíveis para fabricantes estrangeiros, desde que a produção seja feita em parceria com empresas da União Europeia.
Atualmente, as baterias representam de 30% a 40% do valor de um veículo elétrico típico. “Em vez de criar incerteza, o plano deve se ater às medidas promissoras sobre eletrificação de frotas corporativas e localização da fabricação de baterias”, disse a fonte da Reuters.