Estudo da PwC projeta 35 milhões de veículos eletrificados no Brasil até 2040
Relatório da consultoria aposta forte alta nas vendas de elétricos e híbridos nos próximos 15 anos e queda no consumo de combustíveis fósseis
Muita gente pergunta se os carros elétricos vão dominar a frota nacional. A resposta é, clara: não. Pelo menos no futuro próximo. Afinal, além de todo um jogo de interesses por trás dos motores a combustão (desde plantações de cana-de-açúcar, à exploração de petróleo e postos de combustíveis), tem ainda o fato da infraestrutura longe do ideal e, também, o alto custo. Para se ter ideia, o carro elétrico mais barato do Brasil (Renault Kwid E-Tech) ainda custa salgados R$ 21.300 a mais do que o modelo mais em conta com motor flex, o Renault Kwid. Mas o aumento gradual nas vendas de modelos eletrificados (termo que engloba propulsão elétrica e as híbridas convencional e plug-in), sim. Isso já é notável, e tende a crescer ainda mais.
De acordo com projeção realizada pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC Brasil, o Brasil terá 35 milhões de veículos eletrificados no Brasil até 2040. A empresa afirma que, a partir de 2027 (com a ampliação da produção local, já encabeçada por BYD e GWM, e a entrada de mais fabricantes no Brasil), o crescimento em ritmo acelerado deve registrar aumento anual médio de 106% - pelo menos até 2029.
Alguns números
As vendas de eletrificados no acumulado do ano (janeiro a setembro) tiveram aumento de 20,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. No total, foram 147.602 emplacamentos de elétricos, híbridos e híbridos plug-in em todo o País.
De acordo com o último balanço, de setembro, modelos elétricos, HEV e PHEV responderam por 9,3% das vendas totais de veículos zero-km do mês. E a tendência de crescimento é certa, afinal, leis de emissões e poluentes vêm obrigando as fabricantes a utilizarem motores mais eficientes, e a saída tem sido a eletrificação. Ou seja, com mais oferta, a procura aumentou. Afinal, o consumidor está cansado dos altos preços dos combustíveis, e carro menos beberrão significa menos visitas aos postos de abastecimento o que, consequentemente, gera menos gasto.
Por conta dessa redução na procura, a pesquisa aponta impacto direto no consumo de combustíveis fósseis (gasolina e diesel). De acordo com o estudo, até 2030 serão 8 bilhões a menos de litros de gasolina e 6 bilhões a menos de diesel consumidos no Brasil. Até 2040, no entanto, o número sobe para, respectivamente, 37 bilhões e 41 bilhões de litros a menos - retração equivalente a 59% e 66% das demandas atuais.
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