Como o frio afeta a pintura do carro? Veja 5 dicas para proteger e evitar danos profundos
Temperaturas baixas, umidade e sujeira aumentam risco de danos ao verniz e podem elevar custos com estética
Na última sexta-feira (15) a previsão de tempo indicava que a semana começaria com temperaturas baixas em parte do Brasil. E a meteorologia acertou, afinal, continua frio. O clima ameno divide opiniões entre as pessoas - uns gostam, outros, não. Mas, para os carros, nunca é bom, porque a queda gradual do termômetro é implacável com a pintura e exige atenção redobrada.
A combinação de sereno, sujeira e - em algumas regiões - geada, pode causar manchas, perda de brilho e até trincas na camada de verniz da pintura do carro. Isso, em síntese, compromete a aparência do veículo e, consequentemente, gera gastos com manutenção estética.
Embora nem sempre visíveis de imediato, esses danos se acumulam com o tempo e afetam diretamente a durabilidade da pintura. Isso é, aliás, comprovado por pesquisas recentes do setor.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a busca por serviços de repintura automotiva cresceu 3,6% em 2025, impulsionada tanto por reformas em carros usados quanto pela necessidade de corrigir danos causados por descuido. Para evitar esse desgaste, dá para tomar algumas medidas simples. Veja cinco dicas abordadas pelo gerente técnico da divisão de repintura automotiva da PPG, Ricardo Vettorazzi.
Evite produtos abrasivos na lavagem
Use sabão com pH neutro na limpeza. Substâncias como gasolina, álcool e solventes não devem ser aplicadas sobre a lataria, pois podem danificar a camada protetora da pintura. Em caso de sujeiras ácidas, como por exemplo fezes de aves, o ideal é lavar a área imediatamente e secar bem a superfície.
Polir em excesso compromete o verniz
Apesar de parecer uma prática de conservação, o polimento em excesso desgasta a camada final da pintura. Mesmo em carros brancos ou de cores claras, o procedimento reduz a proteção oferecida pelo verniz.
Proteção física contra orvalho e geada
Com a chegada das frentes frias, o acúmulo de sereno e cristais de gelo pode provocar manchas e microfissuras na pintura. A orientação é proteger o carro em garagens cobertas ou utilizar capas automotivas adequadas, que só devem ser colocadas com o carro limpo e seco para não causar riscos e manchas.
Profissionais especializados para reparos
Em caso de danos, a recomendação é procurar técnicos capacitados, que trabalhem com tecnologias de repintura mais duráveis, como produtos à base de água. O profissional também poderá avaliar se o reparo deve ser feito com correções localizadas ou se precisará de repintura total.
Respeito ao tempo de cura
Quem fez reparos recentes na pintura deve evitar a lavagem em máquinas automáticas por, no mínimo, 30 dias. A aplicação de cera também exige cautela, e só deve ser feita após 90 dias, quando o verniz já está completamente seco.
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